Governo moçambicano promete “trabalho intenso” no resgate de empresário português raptado – Times de Todos

O ministro do Interior, Paulo Chachine, afirmou que o Governo está a realizar um “trabalho intenso e profundo” para garantir o resgate do empresário português sequestrado no dia 7 de outubro na cidade de Maputo.
De acordo com Chachine, a Polícia da República de Moçambique (PRM) e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) estão a conduzir uma investigação rigorosa, com o objetivo de identificar os autores e esclarecer o caso.
“A investigação está a decorrer com intensidade. Há um esforço conjunto entre a PRM e o SERNIC para trazer respostas concretas à sociedade”, disse o ministro à margem da cerimónia de posse de novos oficiais comissários da polícia, na capital do país.
O empresário foi raptado em plena baixa de Maputo, diante do seu estabelecimento comercial, por quatro indivíduos não identificados, que se faziam transportar numa viatura branca sem matrícula. O caso tornou-se o primeiro sequestro publicamente conhecido desde junho deste ano.
Chachine garantiu que, assim que o processo estiver concluído, o Governo prestará informações detalhadas sobre os suspeitos detidos e o desenrolar da operação.
Queda nos raptos, mas clima de medo permanece
De acordo com dados oficiais, o número de raptos em Maputo reduziu para metade nos primeiros cinco meses de 2025 — quatro casos, contra oito no mesmo período de 2024.
Ainda assim, o ministro reconhece que este é um crime altamente organizado e transnacional, que provoca a fuga de capitais e alimenta o sentimento de insegurança entre os empresários. Por isso, apelou à população para colaborar com as autoridades, denunciando suspeitos.
Entre 2011 e março de 2024, Moçambique registou 185 casos de rapto, com 288 pessoas detidas por envolvimento em sequestros, segundo dados do Ministério do Interior.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) estima que cerca de 150 empresários foram raptados nos últimos 12 anos, levando cerca de 100 deles a abandonar o país por medo. A organização reforçou, em 2024, o apelo para que o Estado adote uma política de “tolerância zero” contra este tipo de crime.




