Governo Justifica Morte de Humberto Sartoni com Greve de Fome e Debilidade Física – Times de Todos

Neste domingo (17), durante as cerimónias centrais do 51.º aniversário da Polícia da República de Moçambique (PRM) na capital, Maputo, o Ministro do Interior, Paulo Chachine, quebrou o silêncio sobre a morte de Humberto Sartoni. O governante assegurou que o óbito do gestor do espaço Kaya Kwanga — que se encontrava detido por alegado envolvimento em crime organizado — está diretamente associado ao seu estado clínico e a uma prolongada greve de fome.
Em declarações citadas pelo jornal O País, o titular da pasta do Interior explicou que a recusa do arguido em alimentar-se foi fatal, agravando um quadro clínico já frágil.
“É sabido e foi público que quando o senhor Humberto Sartori foi para a cadeia, não comia, fez uma greve de fome, recusou-se a alimentar-se e ele já vinha debilitado. Olhando para ele, tinha problemas de saúde e se alguém tem problemas de saúde graves como aparentava ter e não se alimenta, é preciso contar com as consequências disso”, declarou Chachine, enfatizando que o desfecho resultou da combinação destes fatores.
Assassinatos de Agentes e Combate aos Raptos
A efeméride da PRM assinala-se num contexto social tenso, marcado por uma recente onda de assassinatos a membros da corporação. Questionado sobre uma eventual correlação entre a morte destes agentes e os esquemas de sequestros no país, o ministro foi categórico em separar as águas, negando qualquer ligação.
“Tivemos situações de colegas nossos que infelizmente foram vítimas, alguns de assassinatos e outras situações, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra”, garantiu o ministro, dissipando os rumores de que as mortes seriam represálias de sindicatos criminosos ligados aos raptos.
No que concerne especificamente à criminalidade de sequestros, Paulo Chachine traçou um cenário de abrandamento, atribuindo a atual redução de casos ao esforço conjunto das forças de segurança. Segundo explicou, a diminuição dos raptos “é produto de um trabalho intenso e coordenado”, levado a cabo não apenas pela PRM, mas em estreita articulação com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e os restantes órgãos da Administração da Justiça.




