Educação

Moçambique Marginaliza Pessoas Inteligentes e Criativas, Diz Elísio Macamo – Times de Todos

O sociólogo Elísio Macamo afirmou que o país tem vindo a marginalizar indivíduos com elevado nível de inteligência e criatividade, o que, na sua visão, compromete o alcance do desenvolvimento em diversas áreas.

A declaração foi feita esta terça-feira, na cidade de Nampula, durante a aula inaugural do ano académico 2026 da Universidade Rovuma, onde foi o orador principal. O evento decorreu sob o tema “O Saber da Universidade: Relevância e Oportunidades em Tempos de Crise”.

Segundo o académico, quando a inteligência e a capacidade criativa das pessoas não são devidamente aproveitadas, muitos projectos acabam por não sair do papel ou fracassam. Para sustentar a sua posição, apontou como exemplo o Programa Sustenta, que, segundo ele, deixou de ser debatido nos espaços intelectuais, políticos e sociais.

Para Macamo, o principal desafio do desenvolvimento não está na falta de técnicos qualificados ou de conhecimento, mas sim na dificuldade de aplicar essas competências para resolver problemas concretos das comunidades.

Ao abordar o papel das universidades, defendeu que estas devem unir o rigor científico com uma imaginação responsável, alertando que, sem essa combinação, o conhecimento pode perder utilidade prática. Acrescentou ainda que, em períodos de crise, a confiança cega em regras pode tornar-se um obstáculo, cabendo às instituições de ensino formar pessoas capazes de encontrar soluções alternativas.

O sociólogo destacou também a importância do pensamento crítico no ambiente académico, sublinhando que questionar não deve ser visto como um ataque ao poder, mas como parte essencial da construção do conhecimento. Na sua visão, universidades e intelectuais devem estar ligados aos problemas reais da sociedade, contribuindo com ideias e caminhos que beneficiem as comunidades.

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