Manuel de Araújo cancela Carnaval e redireciona milhões para as vítimas das cheias – Times de Todos

O Município de Quelimane decidiu suspender a maior festa cultural da província para priorizar a reabilitação de infraestruturas e o apoio às vítimas das cheias.
Prioridade à Reconstrução
O Presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, confirmou oficialmente o cancelamento da edição de 2026 do Carnaval. A decisão, que surge após uma proposta da Assembleia Municipal, fundamenta-se na grave situação humanitária e estrutural que a cidade enfrenta. Com populações ainda a sofrer os efeitos das recentes cheias e uma rede viária severamente degradada, o governo local considerou “eticamente inviável” avançar com as celebrações.
Realocação de Recursos
O orçamento destinado ao evento, estimado em mais de 5 milhões de meticais, será integralmente canalizado para:
- Reabilitação de vias públicas: Intervenção urgente nas estradas esburacadas da autarquia.
- Apoio social: Melhoria das condições de vida das famílias afetadas pelos desastres naturais.
O Contexto Social e Financeiro
Embora o Carnaval de Quelimane seja internacionalmente reconhecido como o “maior de África” e um motor económico para o turismo local, a decisão também ocorre num cenário de tensões laborais. Relatos indicam que alguns funcionários municipais haviam manifestado a intenção de boicotar o desfile como forma de protesto contra salários em atraso, o que adicionou uma camada de complexidade à gestão do evento.
Uma Medida de Responsabilidade
Para muitos observadores, o cancelamento é visto como um ato de responsabilidade cívica e solidariedade. Num momento em que o foco deve estar na resiliência e na reconstrução da “Cidade dos Bons Sinais”, o silenciamento dos tambores do carnaval é o preço a pagar para garantir que os recursos cheguem a quem mais precisa.




