Politica

Partido ANAMOLA marca primeiro congresso para junho de 2026 em Nampula

O partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), liderado por Venâncio Mondlane, anunciou que o seu primeiro congresso nacional terá lugar entre os dias 20 e 22 de junho de 2026, na cidade de Nampula, no norte do país. A informação foi confirmada pelo porta-voz da formação política, Dinis Tivane.

O anúncio surge após a realização do primeiro Conselho Nacional do partido, que decorreu durante três dias na província de Sofala e contou com a participação de mais de 300 membros, incluindo convidados nacionais e internacionais. O encontro foi marcado pelo lançamento oficial do movimento e pela aprovação de dez instrumentos jurídicos fundamentais para o funcionamento da organização.

Entre os documentos ratificados destacam-se o regimento interno das sessões, o regulamento disciplinar — que define infrações e respetivas sanções — e as normas para as eleições das lideranças dentro do partido. Segundo Tivane, trata-se de um passo importante para consolidar a estrutura legal da ANAMOLA como força política num Estado de direito democrático.

Déficit financeiro no primeiro Conselho Nacional

O primeiro Conselho Nacional do partido representou um esforço financeiro significativo. De acordo com o porta-voz, o evento custou cerca de 5,6 milhões de meticais (aproximadamente 74 mil euros), mas contou com apenas 4,5 milhões de meticais em contribuições, deixando um défice de pouco mais de 1 milhão de meticais (cerca de 14,5 mil euros).

As despesas incluíram alojamento, transporte, viagens, comunicações, logística e atividades culturais. Tivane explicou que o partido pretende negociar com fornecedores e prestadores de serviços para regularizar os pagamentos de forma faseada.

Reconhecimento oficial e visão política

O ANAMOLA foi oficialmente reconhecido como partido político pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos a 15 de agosto de 2025, após um processo iniciado em abril do mesmo ano.

No encerramento do Conselho Nacional, Venâncio Mondlane reforçou o compromisso do partido com a defesa de um sistema judicial independente e voltou a apelar por reformas profundas no sistema eleitoral de Moçambique.

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