Portugueses não acreditam na versão do SERNIC e denunciam “investigação relâmpago” em Maputo – Times de Todos

A morte de Pedro Ferraz Correia dos Reis, alto executivo do Banco Comercial de Investimentos (BCI) em Moçambique, ocorrida a 19 de janeiro em Maputo, transformou-se num incidente diplomático e social. Um grupo de cidadãos portugueses lançou uma petição oficial dirigida à Assembleia da República e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, solicitando um apuramento rigoroso dos factos.
Críticas à Celeridade e Conclusões do SERNIC
Os signatários da petição expressam total descrença perante a investigação conduzida pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) de Moçambique. O principal ponto de discórdia é a velocidade com que o caso foi encerrado: em apenas algumas horas, as autoridades locais mudaram a linha de investigação de homicídio para suicídio.
Os peticionários classificam as explicações como “incongruentes” e afirmam que a tese oficial é incompatível com o caráter e o percurso do gestor.
A Narrativa Oficial Contestada
A reconstituição apresentada pelo SERNIC descreve um percurso que a família e amigos consideram improvável:
- O trajeto: O executivo teria saído do BCI às 14h, passado em casa para buscar uma faca e, posteriormente, comprado mais duas facas e veneno para ratos em diferentes lojas.
- O ato: Já no Hotel Polana, teria ingerido o veneno e desferido múltiplos golpes contra o próprio corpo, atingindo pulsos, pescoço e o coração.
A petição sublinha que é fisicamente implausível que alguém, após cortar profundamente os próprios pulsos, mantenha a força e a precisão necessárias para realizar cortes profundos na garganta e perfurar a região do coração.
Pressão sobre o Estado Português
O documento, disponível na plataforma Petição Pública, apela a uma “intervenção firme” da diplomacia portuguesa para garantir a transparência do processo e a defesa dos direitos da família. Embora fontes em Moçambique indiquem que adidos militares portugueses terão acompanhado as diligências iniciais a pedido de Maputo, os promotores da iniciativa insistem que as dúvidas permanecem sem resposta.




