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Como um chip levou a polícia a prender o “homem catana” em Quelimane. – Times de Todos

O detido, de 25 anos, é apontado como o “cérebro” da revenda de veículos roubados em Manica; tecnologia de rastreio foi fundamental para a localização.

QUELIMANE — A Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia confirmou, nesta terça-feira, a detenção de um jovem de 25 anos suspeito de pertencer à temida rede criminosa denominada “Homens Catana”. O grupo, que ganhou notoriedade pela violência na província de Manica, especializou-se em assaltos à mão armada contra moto-taxistas, utilizando catanas para imobilizar as vítimas.

A Rota do Crime: De Manica para a Zambézia

​De acordo com a porta-voz da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, o esquema envolvia uma logística interestadual. Enquanto parte do grupo executava os roubos em Manica, o suspeito detido em Quelimane tinha a missão estratégica de recepcionar os veículos e coordenar a sua comercialização no mercado negro da Zambézia.

​A queda do suspeito ocorreu graças à tecnologia. Uma das motorizadas roubadas estava equipada com um sistema de rastreio por chip, o que permitiu às autoridades monitorizar o percurso do veículo em tempo real. O jovem foi interceptado no exato momento em que recebia as motas. Na sua residência, a polícia apreendeu ainda uma segunda unidade, também confirmada como produto de roubo.

Versão do Acusado

​Em contacto com a imprensa, o jovem refutou todas as acusações. Alegou ser um comerciante legítimo de produtos alimentares na zona da Madal e afirmou que adquiriu os veículos para o transporte de mercadorias. Segundo a sua versão, uma das motas foi comprada em Manica a um amigo pelo valor de 70 mil meticais, enquanto as outras teriam sido adquiridas localmente em Quelimane.

Alerta às Autoridades

​A PRM sublinhou que este não é um caso isolado e que táticas semelhantes já foram reportadas no distrito de Mocuba. A corporação mantém as diligências operativas para identificar e capturar os restantes membros da quadrilha que continuam a semear o pânico entre os operadores de transporte de passageiros.

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