“Não existe nenhuma ideia inovadora para o país” – Times de Todos

O ex-candidato presidencial e líder do partido Anamola, Venâncio Mondlane, quebrou o silêncio para fazer um balanço cáustico do primeiro ano de governação de Daniel Chapo. Numa entrevista concedida este 12 de janeiro de 2026, Mondlane descreveu o executivo da Frelimo como “medíocre” e acusou o Governo de navegar sem ideias próprias.
Crítica à “Inércia” e Cópia de Ideais
Para Mondlane, o atual elenco governativo tem demonstrado uma incapacidade profunda de inovar, chegando mesmo a sugerir que a maioria das medidas aplicadas foram “emprestadas” do seu próprio manifesto eleitoral de 2024.
- Falta de Projetos: Segundo o político, não existem políticas sólidas para a agricultura, emprego ou reforma fiscal que consigam retirar Moçambique do estado de “miserabilidade”.
- Avaliação Zero: Numa escala de zero a dez, Mondlane atribuiu a nota mínima à gestão de Chapo, classificando-a como um fracasso administrativo.
Estado Crítico dos Serviços Públicos
Recuperando a célebre expressão de Samora Machel, Mondlane afirmou que o aparelho do Estado está “escangalhado e doente”. O político destacou falhas graves em setores vitais:
Saúde: Descreveu o Hospital Central de Maputo como um cenário de “filme de terror”, citando a falta de medicamentos, equipamentos e a promiscuidade de doentes em espaços comuns.
Educação: Apontou o setor como estando num estado de debilidade nunca antes visto, marcado por baixos níveis de aprendizagem.
Economia: Sublinhou a crise de liquidez que impede o pagamento atempado de salários e subsídios a professores, médicos e forças de segurança.
A “Única Luz no Túnel”
Apesar do cenário sombrio, Mondlane vê uma evolução positiva na consciência cívica dos moçambicanos. Para o líder do Anamola, o povo está agora mais habilitado e consciente dos seus direitos e da sua relação com o Estado, o que considera ser o maior ganho político do último ano.
O político concluiu afirmando que não prevê melhorias para o segundo ano de mandato, acreditando que o país continuará a ser gerido por “fantasmas do passado” e incompetência técnica.




