Caixão de criança aparece à porta de jovem no Bairro Militar – Times de Todos

Um episódio insólito agitou a manhã de sábado, 3 de janeiro, na vila de Catandica, distrito de Báruè. Um caixão de pequenas dimensões foi encontrado encostado à parede da casa de um jovem residente, levantando suspeitas de práticas de feitiçaria.
Da Redação
O habitual sossego do Bairro Militar foi interrompido pela descoberta de uma urna infantil deixada no rodapé da habitação de Fombe Tomé Diquissone. O objeto, que muitos residentes acreditaram conter “objetos malignos”, causou choque e indignação na vizinhança.
Relato do Proprietário
Tomé Diquissone, pai do jovem visado, explicou à reportagem que estava a trabalhar na sua machamba quando recebeu um telefonema alarmante da filha, Sara. A jovem informou o pai sobre a presença do caixão à porta do quarto do irmão.
Ao chegar ao local, a Polícia da República de Moçambique (PRM) já tinha tomado providências. Após a inspeção, confirmou-se que o caixão estava vazio, tendo as autoridades procedido à sua incineração imediata no local para acalmar os ânimos.
Suspeitas e Próximos Passos
Embora não tenha apontado culpados diretamente, Diquissone mencionou que o filho teve recentemente um desentendimento com um indivíduo devido a uma antena parabólica.
“Vou procurar o apoio da AMETRAMO (Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique) para entender o que está a acontecer com a minha família e na comunidade”, afirmou o proprietário, visivelmente preocupado com o simbolismo do ato.
Apelo ao Diálogo
O Secretário do Círculo do Bairro Militar B, Mandi Pita Matono, esteve presente no local e lamentou o ocorrido. A autoridade local classificou o evento como “inaceitável” e reforçou a necessidade de convivência pacífica entre os moradores.
“O diálogo deve ser sempre a primeira opção para resolver diferendos”, sublinhou Matono, apelando à manutenção da paz no bairro.
Até ao momento, não se conhece a autoria do gesto, mas o caso continua a ser o principal tema de conversa na vila de Catandica.



