INATRO lança novo sistema de controlo em tempo real nas estradas – Times de Todos

As autoridades moçambicanas estão a utilizar um sistema de controlo de tempos e distâncias para travar o excesso de velocidade nas rotas interprovinciais durante a quadra festiva.
O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) e a Polícia de Trânsito (PT) implementaram um novo modelo de fiscalização focado no transporte de passageiros. A estratégia consiste no registo e partilha em tempo real das horas de partida dos terminais e da passagem pelos postos fixos de controlo.
Com estes dados, as autoridades conseguem calcular a velocidade média de cada veículo. Se um autocarro chegar a um posto de fiscalização antes do tempo mínimo previsto para aquele troço, o condutor é automaticamente autuado por excesso de velocidade.
Foco na Estrada Nacional n.º 1 (N1)
Até ao momento, o maior volume de infrações tem sido registado na N1. Muitos condutores têm apresentado velocidades médias acima do permitido, ignorando os limites de segurança para tentar encurtar o tempo de viagem.
Além da velocidade, as equipas de fiscalização estão a monitorar rigorosamente o cansaço dos condutores, especialmente após a suspensão temporária da interdição da circulação noturna. As normas em vigor estabelecem:
- Limite diário: Máximo de 8 horas de condução.
- Continuidade: Proibição de conduzir mais de 300 km sem interrupção para descanso.
Balanço do Dia de Natal
O reforço da presença policial na via pública resultou num dia 25 de dezembro sem acidentes de viação de grande gravidade. Contudo, o nível de indisciplina rodoviária permanece elevado. Nas últimas 24 horas, as autoridades registaram:
- 248 multas aplicadas, das quais 152 por excesso de velocidade e 76 por condução sob efeito de álcool.
- 94 cartas de condução apreendidas, a maioria devido ao estado de embriaguez dos motoristas.
- Outras sanções: Multas por excesso de lotação e condução com carta de categoria incompatível.
Esta operação de larga escala visa desencorajar comportamentos de risco e reduzir a sinistralidade rodoviária, uma das principais causas de morte no país.




