Lewis Hamilton vende coleção milionária de carros de luxo e investe em arte

O heptacampeão da Fórmula 1, Lewis Hamilton, surpreendeu os fãs e a imprensa ao anunciar que se desfez de toda a sua coleção de carros de luxo, avaliada em mais de £13 milhões (cerca de R$ 90 milhões). O britânico revelou a decisão antes do Grande Prêmio do Azerbaijão, em Baku, destacando que agora prefere dedicar seus investimentos ao mundo da arte.
Conhecido pela paixão por supermáquinas raras, Hamilton afirmou: “Não tenho mais nenhum carro. Me desfiz de todos. Hoje, meu interesse está voltado para a arte”. Segundo ele, a escolha tem relação tanto com seu ativismo em prol da sustentabilidade e do meio ambiente quanto com o desejo de explorar novos interesses pessoais.
A coleção que Hamilton construiu ao longo dos anos reunia peças exclusivas, como duas Ferrari LaFerrari (incluindo a versão Aperta), um Mercedes-AMG Project One — hipercarro inspirado na Fórmula 1 desenvolvido com sua participação —, um McLaren F1 adquirido por mais de £11 milhões em 2017 e um Pagani Zonda 760 LH personalizado. Avaliações do mercado apontavam que o conjunto de veículos do britânico valia mais do que o dobro das coleções de outros pilotos do grid.
A mudança de postura não é inédita. Em 2020, Hamilton já havia comentado que raramente dirigia seus supercarros e que priorizava modelos elétricos, como o Mercedes EQC. Agora, o piloto mostra-se cada vez mais envolvido com a arte contemporânea, em especial obras de artistas africanos e jovens talentos negros. “É meu investimento favorito. Há muito a aprender nesse universo”, declarou.
Além de colecionar, o heptacampeão já colaborou em projetos de moda e design com nomes renomados como Hajime Sorayama e Takashi Murakami. Apesar de ter vendido todos os carros, confessou ainda ter um sonho: possuir um Ferrari F40, modelo clássico que descreve como “uma verdadeira obra de arte”. Ele chegou a ser fotografado ao lado de um exemplar em Maranello, na sede da Ferrari, durante sua recente mudança de equipe.
Fora das pistas, Hamilton continua a usar sua influência para promover diversidade, sustentabilidade e inovação. Dentro delas, mantém a competitividade: em Baku, mesmo largando da 12ª posição no qualifying, mostrou-se confiante em recuperar terreno com as últimas melhorias da Ferrari, equipe com a qual tem contrato até 2026.




