“Se o governo não vence o crime organizado, é porque faz parte dele” – Times de Todos

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, voltou a causar impacto com uma declaração contundente sobre segurança pública. Em discurso recente, ele afirmou que “se um governo não consegue derrotar o crime organizado, é porque faz parte dele”, reforçando o tom firme que caracteriza sua gestão e sua política de tolerância zero com as gangues.
A frase reflete a filosofia central do governo Bukele: não há espaço para complacência com o crime. Desde o início do seu mandato, o presidente implementou operações de grande escala, prendeu dezenas de milhares de suspeitos e instaurou estados de exceção sucessivos, medidas que concedem amplos poderes às forças de segurança e restringem temporariamente algumas garantias constitucionais.
Essas ações, conhecidas pela chamada “política de mão de ferro”, resultaram em uma queda significativa nos índices de homicídios e consolidaram a popularidade de Bukele dentro do país. Para muitos salvadorenhos, o presidente conseguiu devolver a sensação de segurança perdida há décadas.
No entanto, a mesma política também enfrenta críticas internacionais. Organizações de direitos humanos e entidades globais alertam para prisões arbitrárias, abusos nas detenções e restrições à liberdade civil, afirmando que o sucesso no combate ao crime não pode vir à custa da democracia.
Ainda assim, a retórica de Bukele continua a ecoar entre seus apoiadores, que veem nele um líder disposto a enfrentar o crime com determinação absoluta. Sua declaração mais recente resume bem a visão que defende desde o início de sua gestão:
“Ou o Estado combate o crime, ou torna-se cúmplice dele.”




