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Ataques do Estado Islâmico em Moçambique já mataram 5 mil pessoas – Times de Todos

A violência de caráter religioso em Cabo Delgado, norte de Moçambique, provocou mais de 5.000 mortes e mais de um milhão de deslocados nos últimos cinco anos, segundo o Relatório da Liberdade Religiosa no Mundo 2025, divulgado esta terça-feira pela organização católica Ajuda à Igreja que Sofre Internacional.

Moçambique é o único país lusófono destacado na análise global sobre liberdade religiosa, que documenta abusos, violações e restrições que afetam todos os grupos religiosos. O relatório destaca um aumento recente da violência jihadista, com militantes ligados ao autoproclamado Estado Islâmico atacando comunidades cristãs, queimando igrejas e matando civis.

O documento recorda que a violência começou com o ataque a Mocímboa da Praia, a 5 de outubro de 2017, e desde então a região enfrenta uma crise humanitária contínua, marcada por mortes e deslocamentos massivos. Apesar da presença de forças internacionais, os insurgentes têm-se expandido para novos distritos, aproveitando o fraco controlo do Estado e lacunas na governação.

O relatório destaca o papel das comunidades religiosas, especialmente da Igreja Católica, na promoção da paz e do diálogo inter-religioso. Um exemplo citado é a Declaração Inter-religiosa de Pemba, assinada em 2022 por líderes cristãos e muçulmanos, reafirmando o compromisso de evitar a instrumentalização da religião para fins violentos.

Além disso, em 2024, o Conselho Islâmico de Moçambique expressou sua disposição para mediar com elementos jihadistas, mostrando a resiliência das lideranças religiosas frente à insegurança crescente.

A Igreja Católica tem atuado diretamente junto das vítimas, por meio de congregações, instituições diocesanas e ONGs católicas, oferecendo socorro de emergência, abrigos, alimentos, água potável e reabertura de escolas em comunidades deslocadas. Também foram fornecidos aconselhamento psicológico, apoio social e assistência jurídica, especialmente a mulheres e crianças afetadas por raptos e violência de gênero.

Fonte: SIC Notícias

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