Moçambique perdeu mais de 4,5 mil milhões USD com desastres climáticos

Moçambique sofreu perdas superiores a 4,5 mil milhões de dólares entre 2000 e 2023, resultado de mais de 75 eventos climáticos extremos que afectaram o país, segundo o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salimo Valá.
O governante falava na abertura da I Conferência Nacional de Financiamento Climático, que decorre na cidade de Maputo sob o lema “Transformando os desafios climáticos em oportunidades de desenvolvimento”. Veja mais destaques económicos sobre Moçambique.
Valá destacou que os efeitos das mudanças climáticas já se fazem sentir diariamente na economia, na agricultura, na saúde e no bem-estar das famílias. Cada seca, ciclone ou inundação, segundo o ministro, representa um alerta urgente para agir. Leia também como as mudanças climáticas afectam as comunidades.
Apesar das dificuldades, o governo acredita que é possível transformar riscos em oportunidades, apostando na inovação e em modelos sustentáveis de crescimento. Entre as estratégias em curso estão o acesso a fundos internacionais, seguros climáticos e a criação de mercados de carbono e obrigações verdes.
Recentemente, o Conselho de Ministros aprovou a Estratégia Nacional de Financiamento Climático 2025–2034, que pretende mobilizar recursos para fortalecer a resiliência e reduzir o impacto ambiental e social dos desastres naturais.
Estudos do Banco Mundial indicam que Moçambique precisará de mais de 37 mil milhões de dólares até 2030 para atingir plena resiliência climática. Caso isso não aconteça, cerca de 1,6 milhões de moçambicanos poderão cair na pobreza até 2050. Saiba como o país planeia financiar a adaptação climática.
O ministro sublinhou que o financiamento climático não deve ser visto como custo, mas como investimento no futuro — em educação, energia limpa, saúde e estabilidade social. O sucesso dependerá da capacidade colectiva de transformar compromissos em resultados concretos e mensuráveis.
Moçambique é hoje um dos dez países mais vulneráveis do mundo às mudanças climáticas, mas quer tornar-se exemplo regional na mobilização e gestão de recursos para enfrentar a crise ambiental. Continue a acompanhar o impacto das alterações climáticas em Moçambique.




