Golpe de Estado em Madagáscar após militares se unirem a manifestantes

Milhares de manifestantes voltaram às ruas de Antananarivo, capital de Madagáscar, neste sábado, em protestos que culminaram num golpe de Estado. Desta vez, parte das forças armadas juntou-se aos civis, pedindo o fim da repressão e a saída do governo.
O movimento, liderado principalmente por jovens, começou no final de Setembro, motivado pela falta de energia e água, problemas que agravaram o descontentamento social. A manifestação de hoje foi uma das maiores desde o início dos protestos.
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Fontes locais relatam que soldados do contingente CAPSAT, composto por oficiais administrativos e técnicos, recusaram ordens de disparar contra os manifestantes e decidiram apoiar o povo. A presença dos militares fez a polícia recuar, após o uso de gás lacrimogéneo e granadas de efeito moral para tentar dispersar a multidão.
O presidente Andry Rajoelina já havia demitido o seu governo no início da semana, numa tentativa de conter a crise. No entanto, a adesão dos militares às manifestações representa um colapso total do controlo político e pode abrir um novo capítulo na história do país.
Analistas afirmam que o caso de Madagáscar reflete uma onda crescente de instabilidade no continente, onde a população exige mais transparência, justiça social e melhor governação. Continue a acompanhar a evolução deste cenário em tempo real.




