Universidade Rovuma Regista Atraso nos Salários de Março e Falha no Pagamento de Subsídios – Times de Todos

A Direcção de Finanças da instituição apela à calma, garantindo que os procedimentos internos foram concluídos e que se aguarda a execução dos pagamentos pelo nível central. O Ministério das Finanças é apontado pela omissão de abonos.
NAMPULA — Os funcionários da Universidade Rovuma (UniRovuma), que englobam o corpo docente e técnico-administrativo, estão a braços com atrasos no pagamento dos salários referentes ao mês de Março de 2026. A situação é agravada pela ausência injustificada do pagamento de subsídios de localização para trabalhadores de duas unidades orgânicas da instituição.
A informação foi tornada pública através de um comunicado oficial emitido na última sexta-feira, 3 de Abril, pela Direcção de Finanças da UniRovuma.
Segundo o documento, a folha de vencimentos de Março foi processada, no entanto, não contemplou o subsídio de localização devido aos funcionários do Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente (ISRNA) e do Instituto Superior de Desenvolvimento Rural e Biociências (ISDRB).
Falta de Esclarecimento e Exigência de Reposição
A Direcção de Finanças da universidade revelou não ter recebido, até à data de emissão do documento, qualquer justificação por parte do Ministério das Finanças que explique a retenção dos referidos abonos.
Em resposta à anomalia, a direcção informou que já submeteu um expediente formal às instâncias competentes, comunicando a falha e solicitando a imediata regularização. A expectativa da universidade é que os montantes em falta sejam repostos retroactivamente durante o processamento salarial do mês de Abril.
Processo Aguarda Luz Verde Central
No que concerne ao pagamento base dos salários de Março que continuam em falta, a instituição de ensino superior sediada em Nampula descarta responsabilidades internas. A nota assegura que, ao nível institucional, “todos os procedimentos foram devidamente realizados, incluindo a conformidade sectorial”.
Neste momento, o processo encontra-se inteiramente dependente do nível central (Governo), aguardando a transferência efectiva dos fundos, o que, segundo a universidade, deverá “ocorrer a qualquer momento”.
Ciente do impacto financeiro adverso que estes atrasos acarretam para as famílias dos colaboradores, a Direcção de Finanças, num documento assinado pelo Director e Assistente Universitário Alcides Manuel Juaniha, concluiu apelando à compreensão de todos os profissionais afectados pelos transtornos em curso.




