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Ruanda torna-se o primeiro país africano a permitir monetização direta no TikTok – Times de Todos

Rwanda fez história ao tornar-se o primeiro país do continente africano a ter acesso à monetização direta na plataforma TikTok. A medida representa um passo importante para o crescimento da economia digital e para os criadores de conteúdo da região.

Com essa novidade, os utilizadores ruandeses passam a poder gerar rendimentos diretamente a partir dos vídeos publicados, algo que já acontece há algum tempo com criadores em países da Europa e da América do Norte.
Durante anos, criadores africanos acumularam milhões de seguidores e contribuíram para tendências virais na plataforma, mas muitos não tinham acesso às principais ferramentas de monetização. A decisão agora abre caminho para que outros países africanos possam vir a receber os mesmos recursos no futuro.

O avanço ocorreu após um apelo feito durante o Conselho Nacional Umushyikirano, fórum anual de diálogo nacional em Ruanda. No encontro, criadores de conteúdo pediram apoio ao presidente Paul Kagame para facilitar o acesso a oportunidades de rendimento no ecossistema digital global.

Segundo a ministra das Tecnologias de Informação e Inovação de Ruanda, Paula Ingabire, três fatores são essenciais para que a monetização em redes sociais seja liberada em um país: cumprimento das regras regulatórias, presença de um mercado publicitário ativo e um sistema de pagamentos confiável.

De acordo com a ministra, o país já atende a dois desses critérios e continua a fortalecer o setor publicitário para consolidar o processo.

Até agora, muitos criadores africanos dependiam de formas indiretas de ganhar dinheiro no TikTok, como parcerias com marcas, promoção de músicas, presentes virtuais em transmissões ao vivo e comunidades de fãs por assinatura.

Apesar de úteis, essas alternativas nem sempre garantiam rendimento estável.
Com a monetização direta, os criadores poderão receber ganhos baseados no desempenho dos seus conteúdos, incluindo número de visualizações, alcance e nível de interação com o público, criando novas oportunidades para transformar criatividade digital em fonte de renda.

A plataforma afirma que a introdução dessas ferramentas costuma acontecer gradualmente em diferentes mercados enquanto são feitos testes e adaptações. Ainda assim, a decisão representa um marco para a comunidade digital ruandesa e pode incentivar outros países africanos a buscarem o mesmo acesso no futuro.

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