Moçambicanos no Médio Oriente estão seguros mesmo com guerra em curso, garante Governo – Times de Todos

O Governo de Moçambique informou que os aproximadamente 700 cidadãos moçambicanos residentes em países do Médio Oriente estão em segurança, apesar da escalada de ataques do Irão em retaliação às ações dos Estados Unidos e de Israel, após o assassinato do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e de outros membros do governo e forças de defesa, ocorrido a 28 de Fevereiro de 2026.
De acordo com o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, cerca de 300 moçambicanos residem no Qatar, a maioria trabalhando na Qatar Aluminium e vivendo em condomínios próximos de bases militares. Outros estão empregados na Qatar Airways, Qatar Energy, bancos comerciais e na embaixada moçambicana.
Além disso, há 300 cidadãos moçambicanos nos Emirados Árabes Unidos, incluindo estudantes, trabalhadores e funcionários de missões diplomáticas. Na Arábia Saudita residem cerca de 100 moçambicanos, com 35 trabalhando na indústria de alumínio em Jubail, enquanto outros são estudantes da Universidade Islâmica de Medina. No Bahrein vive um atleta de natação apoiado pelo Comité Olímpico de Moçambique, e em Israel residem 12 moçambicanos.
“O acompanhamento das missões diplomáticas e do cônsul honorário em Telavive indica que todos os moçambicanos se encontram bem de saúde e seguros”, afirmou Impissa. As embaixadas têm emitido alertas e orientações sobre segurança, mantendo comunicação constante com os cidadãos moçambicanos na região.
O Governo também disponibilizará, no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, informações e contactos para facilitar a comunicação com cidadãos em zonas de conflito. Um plano de emergência foi criado para monitorar e apoiar os moçambicanos nos países afetados, embora não haja, até o momento, plano formal de evacuação.
Sobre os impactos do conflito, Impissa admitiu que os preços dos produtos petrolíferos podem sofrer influência, mas é prematuro detalhar os efeitos. Uma comissão multissetorial foi formada para analisar os impactos da guerra na região e no país.
Os ataques continuam, com Estados Unidos e Israel retaliando contra o Irão, que por sua vez responde atingindo bases militares e embaixadas. Segundo a CNN Brasil, o objetivo dos EUA era neutralizar ameaças do programa nuclear iraniano e impedir o avanço de mísseis balísticos capazes de atingir o território americano. Israel, por sua vez, considera o Irão como a maior ameaça à sua segurança.




