Activista Afirma Ter Temido Pela Vida Após Detenção em Mossuril – Times de Todos

O activista Jota Pachoneia tornou públicas alegações de irregularidades relacionadas com a sua detenção, ocorrida na sexta-feira, 20 de fevereiro. Segundo o próprio, durante o período em que esteve sob custódia, foi impedido de contactar familiares e o seu advogado, além de ter permanecido em condições que classifica como inadequadas.
De acordo com Pachoneia, o caso terá tido origem em denúncias que apresentou contra três jovens que considera suspeitos de envolvimento no homicídio de um empresário no distrito de Mossuril. O activista reconhece que não compareceu a uma audição inicialmente agendada, justificando a ausência com alegadas preocupações de segurança.
Relata que receava sofrer uma emboscada caso se deslocasse ao distrito. Ainda segundo a sua versão, foi detido por indivíduos armados que se faziam transportar numa viatura identificada com insígnias da Polícia da República de Moçambique (PRM), afirmando que não lhe foi apresentado qualquer mandado no momento da abordagem.
Durante o período de detenção, Pachoneia sustenta que permaneceu incomunicável e sem alimentação até à tarde de sábado. Acrescenta que esteve alojado em celas que descreve como insalubres.
O activista também questiona os prazos legais do procedimento, referindo que apenas foi ouvido pela Procuradoria Distrital de Mossuril na terça-feira seguinte.
Contactada pela imprensa, a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chaúque, não comentou diretamente as acusações, indicando que os esclarecimentos oficiais foram prestados pelas entidades competentes. Segundo informou, o tribunal validou a legalidade da detenção.




