Cientistas Criam Sensor Capaz de Identificar Sinais de Envelhecimento e Prever Doenças Graves – Times de Todos

Uma equipa de investigadores de São Petersburgo, na Rússia, criou um sensor de microcanais capaz de identificar biomarcadores associados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e neurológicas.
Segundo informações divulgadas pela Fundação Russa para a Ciência, o novo dispositivo em miniatura permite analisar pequenas quantidades de fluidos biológicos de forma mais ágil e com precisão até duas vezes superior aos métodos laboratoriais convencionais.
Entre os principais elementos detectados pelo sensor estão as chamadas espécies reativas de oxigénio — moléculas produzidas naturalmente pelo organismo.
Quando presentes em excesso, devido a fatores como tabagismo, consumo de álcool, poluição ambiental ou doenças crónicas, essas substâncias provocam o chamado stress oxidativo. Esse fenómeno pode danificar células e o ADN (Ácido Desoxirribonucleico), acelerar o envelhecimento e aumentar o risco de doenças como cancro, além de afetar o cérebro, o coração e os vasos sanguíneos.
Atualmente, a medição dessas moléculas é feita com recurso ao luminol, composto químico que emite luz ao reagir com elas. No entanto, esse método apresenta limitações, como baixa intensidade luminosa, necessidade de maior quantidade de reagentes e um processo de mistura mais lento, o que reduz a eficiência.
O novo sensor supera essas dificuldades ao fazer com que o luminol e a amostra circulem por microcanais extremamente finos, onde se misturam rapidamente antes de chegar ao detector de luz. A reação ocorre em poucos segundos e requer menos de uma gota de líquido, tornando o procedimento mais rápido e preciso.
A inovação poderá viabilizar exames rápidos com apenas uma gota de sangue, acompanhar a eficácia de tratamentos contra o cancro, estudar interações químicas e contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos.




