224 Agentes Iniciam Formação em Investigação Criminal Para Combater o Crime Organizado – Times de Todos

Teve início esta sexta-feira, no distrito da Moamba, província de Maputo, o curso básico de investigação criminal, abrangendo um total de 224 agentes. A iniciativa visa reforçar a capacidade técnica e operacional das instituições de justiça face aos desafios actuais da criminalidade.
Selecção e Composição dos Formandos
O grupo que iniciou a instrução é maioritariamente feminino, sendo composto por 124 mulheres e 100 homens provenientes de diversas regiões do país. Os instruendos foram seleccionados através de um concurso público realizado ao longo do ano de 2023, que inicialmente previa a integração de 250 candidatos.
Contudo, 26 indivíduos acabaram por ser dispensados desta formação específica devido a reprovações nos exames médicos e de aptidão física. Segundo as autoridades, estes elementos mantêm o seu vínculo laboral como funcionários do Estado, tendo sido reafectados para o exercício de funções administrativas.
Estrutura e Duração do Curso
O programa de formação tem uma duração estipulada de seis meses e encontra-se dividido em duas componentes fundamentais:
- Fase Teórica: Centrada na aprendizagem dos fundamentos, técnicas e aspectos legais da investigação criminal.
- Fase Prática: Dedicada ao treino de defesa pessoal e à simulação de mecanismos tácticos essenciais para a actuação profissional no terreno.
As Exigências do Procurador-Geral da República
A cerimónia oficial de abertura contou com a intervenção do Procurador-Geral da República, Américo Letela. O dirigente sublinhou que a actual conjuntura nacional e global — marcada pela complexidade do crime organizado, terrorismo, tráfico de estupefacientes, branqueamento de capitais e corrupção — exige instituições guarnecidas com quadros de excelência.
Américo Letela destacou a necessidade de formar profissionais que aliem uma elevada preparação técnica a uma postura ética e moral irrepreensível, sempre comprometidos com a defesa dos valores do Estado de Direito Democrático.
Na sua alocução, o Procurador-Geral advertiu que a actuação do investigador criminal moderno já não se pode basear exclusivamente na intuição ou na mera experiência empírica. Pelo contrário, exigiu que os futuros agentes adquiram sólidos conhecimentos de base técnico-científica e o domínio absoluto das mais modernas metodologias investigativas.
Fonte Original: Jornal Domingo




