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Conselho Municipal de Marrupa acusado de reter donativos das vítimas do Ciclone Chido – Times de Todos

A distribuição de donativos destinados às vítimas do Ciclone Chido, no município de Marrupa, encontra-se paralisada e envolta em polémica. Moradores dos bairros Cafezeiro, Mepeia e Naiage denunciam a falta de transparência e acusam o Conselho Municipal de reter produtos de ajuda humanitária.

De acordo com uma fonte local, residente no bairro Cafezeiro, o problema começou após a visita do presidente do Conselho Municipal, Rachide Buanausse, que teria tentado esclarecer a confusão em torno da lista de beneficiários.

Segundo o denunciante, durante a visita, o presidente questionou quem elaborou a lista de beneficiários e pediu ao secretário do bairro que apresentasse explicações. “Ele disse que, se não o fizesse, iria cessar as funções. Levaram nomes, mas os produtos não chegaram a ninguém”, relatou a fonte.

O secretário do bairro Cafezeiro, Ernesto Aúbe, confirmou ao jornal O Destaque que a distribuição foi interrompida e que a relação entre ele e o presidente do Conselho se deteriorou. “Na visita, o presidente disse que não sabia onde foram elaboradas as listas e que ainda não recebeu nenhuma confirmação sobre os nomes. Até agora, ninguém recebeu nada”, afirmou.

Ernesto Aúbe acredita que o impasse começou após observações feitas na Assembleia Municipal, onde teria sido sugerida a inclusão de uma mulher no grupo de aprovação de projetos. “O problema começou na Assembleia, quando o edil disse que esse grupo não havia incluído mulheres. Isso criou divisões e atrasou o processo”, explicou.

Moradores afirmam que, desde o início, a elaboração das listas envolveu técnicos municipais e de infraestrutura, que visitaram as casas danificadas. No entanto, os produtos continuam armazenados, sem chegar aos destinatários.

O delegado do Instituto Nacional de Ação Social (INAS) em Marrupa, contactado pelo O Destaque, confirmou que o órgão apenas emprestou o armazém para guardar os produtos, sendo o Conselho Municipal o responsável pela sua entrega.

Tentativas de contacto com o presidente do município de Marrupa resultaram em resposta breve: “Não posso falar ao telefone, tem de ser presencialmente.”

Fonte: Jornal O Destaque

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