Assassinados a tiros dois coordenadores distritais do ANAMOLA na província da Zambézia – Times de Todos

O partido ANAMOLA veio a público, nesta quarta-feira (21 de janeiro), condenar de forma veemente o assassinato de dois dos seus quadros de liderança distrital na província da Zambézia. Em conferência de imprensa, o Secretário-Geral da organização, Messias Uarreno, classificou os crimes como atos de barbárie e perseguição política direta.
Os Detalhes das Execuções
De acordo com o balanço apresentado pelo partido, as vítimas foram alvejadas mortalmente em incidentes separados no distrito de Luabo:
- Chissone Minesse: Coordenador do Posto Administrativo de Chimbazo, foi assassinado com três disparos no dia 17 de janeiro.
- Zito Cheras: Coordenador de localidade no distrito de Luabo, foi morto no dia seguinte, 18 de janeiro.
A liderança do ANAMOLA aponta um membro da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) como o suposto autor material dos disparos, alegando que os crimes ocorrem num contexto de crescente intimidação contra os seus membros na região.
Ofensiva Jurídica e Diplomática
Messias Uarreno garantiu que o partido já identificou os envolvidos e está a preparar uma resposta legal robusta:
- Processos-Crime: Serão submetidas queixas-crime a nível distrital e provincial, além de uma participação formal junto da Procuradoria-Geral da República (PGR) em Maputo.
- Denúncia Internacional: O ANAMOLA enviará cartas ao corpo diplomático e a organismos internacionais de Direitos Humanos.
- Pressão sobre Financiadores: O partido pretende informar os doadores do Diálogo Nacional Inclusivo sobre o que considera ser uma violação dos princípios democráticos por parte das forças governamentais.
Apelo à Vigilância
Apesar de afirmar que a paciência do partido está a ser testada, o Secretário-Geral reafirmou o compromisso com as vias democráticas, rejeitando o confronto violento. No entanto, exortou os simpatizantes e a população a manterem-se vigilantes contra a atuação de agentes da UIR nos bairros, apelando a uma fiscalização comunitária para evitar que novos “atos macabros” fiquem impunes.




