Jovem esfaqueia crianças e alega “ordens de maus espíritos” para ver sangue – Times de Todos

O bairro de Namiepe, na cidade de Nampula, vive momentos de profunda consternação e revolta. Um jovem de 23 anos está sob custódia da Primeira Esquadra da PRM, após ter atacado violentamente duas crianças, de apenas um e três anos, com uma arma branca.
O Crime e a Justificação Insólita
As vítimas foram atingidas com uma faca de cozinha, sofrendo golpes graves na zona do pescoço. Após a sua detenção, o agressor não negou a autoria do crime, mas apresentou uma defesa baseada em questões sobrenaturais. O indiciado afirmou que agiu sob o domínio de “maus espíritos”, alegando que vozes interiores o forçaram a cometer as agressões porque “precisava de procurar sangue”.
Versões Contraditórias e Conflito de Vizinhança
O jovem tentou ainda justificar a sua proximidade às crianças afirmando ter uma relação amorosa com a mãe de uma das menores. Contudo, em declarações à Rádio Moçambique (RM), as progenitoras desmentiram a versão:
- Apenas Vizinhos: As mães das vítimas garantem que não existe qualquer vínculo sentimental com o agressor, sendo apenas conhecidos de vizinhança.
- Ataque Gratuito: O crime é visto pelas famílias como um ato de crueldade inexplicável contra menores indefesos.
Revolta Popular e Resgate Policial
A brutalidade do ataque quase resultou num linchamento. Moradores de Namiepe, revoltados, cercaram o suspeito com a intenção de fazer justiça pelas próprias mãos. A morte do jovem só foi evitada graças à intervenção rápida de uma unidade da PRM, que conseguiu resgatá-lo da multidão enfurecida.
Procedimentos Judiciais
Rosa Chauque, porta-voz da PRM em Nampula, confirmou que as crianças foram socorridas e permanecem sob cuidados médicos. A oficial apelou à calma e pediu que a população não recorra à violência, confiando no trabalho da polícia e dos tribunais.
O suspeito foi encaminhado ao Ministério Público e deverá responder por tentativa de homicídio agravado. O tribunal poderá ainda solicitar exames de sanidade mental para verificar a validade das suas alegações sobre o “estado espiritual” no momento do crime.




