PRM investiga túnel na fronteira de Manica e suspeitas de contrabando de ouro

Maputo — A Polícia da República de Moçambique (PRM) iniciou ontem investigações sobre denúncias que apontam para a existência de um túnel subterrâneo na faixa fronteiriça de Manica, alegadamente utilizado para a entrada clandestina de pessoas e para o contrabando de ouro.
Fontes locais dizem que o percurso subterrâneo estaria a servir cidadãos de várias nacionalidades, incluindo zimbabweanos, malawianos e tanzanianos, que entram no país para extrair ouro de forma ilícita e o enviariam em seguida pelo mesmo trajeto. Saiba mais.
💰
Ganhe até 5.000 MT no 1º Depósito
🔥
Jogue no Placard e transforme os seus palpites em prémios reais.
A situação ganhou relevo após a recente suspensão das actividades mineiras em Manica decidida pelo Governo, medida tomada para proteger o ambiente e a saúde pública. Autoridades suspeitam que a medida possa ter levado a um recrudescimento de operações clandestinas em rotas alternativas.
O vice-comandante-geral da PRM, Aquilasse Manda, deslocou-se à província para coordenar as diligências e anunciou a possibilidade de reforço das forças na zona. Manda afirmou que, caso a existência do túnel seja confirmada, serão adotadas «medidas imediatas» e que poderá haver necessidade de diálogo bilateral com as autoridades vizinhas.
«Estamos a investigar para apurar a veracidade das informações. Se se confirmar, vamos agir com firmeza», declarou o responsável, apelando ainda à colaboração da população para denunciar qualquer movimentação suspeita. Como colaborar.
Além das operações de verificação, a PRM anunciou intensificação de patrulhas e medidas de controlo na faixa fronteiriça, com o objetivo de impedir a circulação de ouro extraído ilegalmente e de desmantelar eventuais redes criminosas que explorem rotas clandestinas.
As investigações prosseguem e a corporação disse que divulgará actualizações assim que houver elementos confirmatórios. Enquanto isso, as comunidades locais foram chamadas a permanecer vigilantes e a reportar quaisquer anomalias às autoridades competentes.




