autoridades emitem mandado de captura para líder da oposição John Mnyika e nove membros do CHADEMA após protestos pós-eleitorais – Times de Todos

As autoridades da Tanzânia emitiram mandados de captura contra o secretário-geral do Partido da Democracia e do Progresso (CHADEMA), John Mnyika, e outras nove figuras da oposição, sob acusação de incitar protestos pós-eleitorais que resultaram em mortes e detenções em massa em várias cidades do país.
De acordo com informações confirmadas por veículos internacionais como a ABC News, The Guardian, Reuters, France 24 e Al Arabiya, o governo tanzaniano alega que os manifestantes ligados ao CHADEMA participaram de atos violentos e atentaram contra a ordem pública após a divulgação dos resultados das eleições gerais de outubro de 2025, vencidas pela atual presidente Samia Suluhu Hassan.
“Centenas de pessoas já foram acusadas de traição e de envolvimento em distúrbios públicos”, informou a France 24, citando fontes do Ministério Público.
Segundo a Reuters, o CHADEMA rejeitou oficialmente os resultados das eleições, alegando fraude generalizada e repressão policial durante o processo eleitoral. O partido exige uma investigação internacional e acusa o governo de perseguir seus membros e líderes como forma de silenciar a oposição.
A ABC News, citando fontes locais, destacou que John Mnyika é acusado de ter planeado manifestações ilegais e de “encorajar discursos de incitação”. Até o momento, o líder opositor está em paradeiro desconhecido, enquanto a polícia nacional intensifica as operações para deter os restantes dirigentes listados nos mandados.
O jornal britânico The Guardian relatou que as forças de segurança usaram gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar os protestos em Dar es Salaam, Dodoma e Arusha, resultando em vários feridos e dezenas de prisões.
“O governo considera o CHADEMA responsável pela escalada da violência, enquanto os opositores denunciam o uso excessivo da força e a prisão arbitrária de cidadãos pacíficos”, afirma a publicação.
O CHADEMA, por sua vez, mantém-se firme nas suas declarações, afirmando que as manifestações foram espontâneas e pacíficas, impulsionadas pela indignação popular diante do que chamam de “eleições manipuladas e injustas”.
Organizações internacionais de direitos humanos expressaram preocupação com a crescente repressão política na Tanzânia, pedindo às autoridades moderação, transparência e respeito às liberdades civis.
Enquanto isso, o governo de Samia Suluhu Hassan continua a defender a legitimidade do pleito, afirmando que as medidas adotadas são necessárias para manter a estabilidade nacional e a ordem pública.




