Tiktok e Meta permitiram conteúdo adulto para disputar atenção dos usuários – Times de Todos

Mais de uma dúzia de fontes internas revelaram à BBC que o TikTok e a Meta, dona do Facebook e Instagram, teriam permitido a circulação de conteúdos impróprios e prejudiciais, incluindo violência, chantagem sexual e discursos de ódio, com o objetivo de aumentar o engajamento dos usuários.
O documentário da BBC, “Por dentro da máquina de raiva”, trouxe à tona relatos de engenheiros e funcionários que afirmam que as empresas priorizaram algoritmos de recomendação altamente envolventes para competir com o TikTok, rede social chinesa que se destacou pelo seu sistema de vídeos curtos.
Segundo os denunciantes, a Meta autorizou a divulgação de conteúdos “limítrofes”, como postagens misóginas e teorias da conspiração, mesmo sabendo do potencial de dano aos usuários. Um funcionário afirmou que decisões foram motivadas pelo desempenho das ações e pela pressão de manter boas relações com políticos, e não pela segurança dos usuários, incluindo crianças.
Em 2020, a Meta lançou o Instagram Reels, inspirado no TikTok, sem implementar medidas de proteção suficientes. Documentos internos mostraram aumento significativo de bullying, assédio, discurso de ódio e violência nessa seção, evidenciando falhas nos algoritmos de moderação.
Adolescentes relataram que, mesmo utilizando filtros para evitar conteúdos nocivos, continuaram recebendo recomendações violentas. Um jovem de 19 anos contou ter sido radicalizado pelo algoritmo desde os 14 anos, desenvolvendo visões racistas e misóginas.
Apesar das denúncias, tanto TikTok quanto Meta negaram qualquer conduta intencional para amplificar conteúdos prejudiciais. A Meta declarou que as acusações eram infundadas e que não priorizam danos para obter ganhos financeiros.
A investigação levanta questionamentos sobre a responsabilidade das redes sociais na proteção dos usuários, especialmente menores, frente a algoritmos projetados para maximizar engajamento a qualquer custo.




