sociedade

População invade delegação do INAS em Nampula exigindo pagamento do subsídio da COVID-19 – Times de Todos

Nampula, 10 de novembro de 2025 — A manhã desta segunda-feira foi marcada por momentos de tensão na cidade de Nampula, quando dezenas de cidadãos invadiram as instalações do Instituto Nacional de Ação Social (INAS) para exigir o pagamento do subsídio social da COVID-19, cujo valor, segundo os manifestantes, ainda não foi depositado nas suas contas.

De acordo com os populares, a insatisfação surgiu após constatarem que alguns beneficiários já receberam o montante, enquanto outros, inscritos no mesmo programa de apoio, continuam à espera sem qualquer explicação.

“Todas as minhas amigas já receberam, menos eu. Quando fomos perguntar ao delegado, disseram que tínhamos de esperar até dezembro. Não entendemos o motivo e por isso viemos buscar respostas”, contou Amina Albino Sualehe, moradora do bairro de Muatala.

Outro beneficiário, Rufino Francisco Jeque, afirmou que recebeu orientações contraditórias:

“A delegação que fez o registo no bairro deixou um número da linha verde (1458). Ligámos e disseram que, se até sábado o dinheiro não entrasse, devíamos ir ao INAS na segunda-feira. Mas, ao chegarmos aqui, disseram que essa linha não é reconhecida e que só receberemos até 31 de dezembro. Estamos confusos e cansados.”

Entre os presentes estava também o idoso Vitorino Abacar, que deixou a sua machamba para verificar se o valor já havia sido transferido.

“Sou pobre e esse dinheiro é importante para mim. Já consultei a conta várias vezes, mas continua vazia. Há vizinhos que já receberam e outros, como eu, ainda nada. Queremos que as autoridades expliquem o que está a acontecer”, desabafou.

Em contacto com a imprensa, o delegado provincial do INAS, Hassane Juma, reconheceu a existência de atrasos no processo de pagamento, explicando que o problema atinge apenas uma pequena parte dos beneficiários.

“Dos 46 mil beneficiários contemplados em Nampula, cerca de 1.300 ainda não receberam o valor. Como o processo é digital, estamos a verificar no sistema o motivo das falhas”, disse o responsável.

Segundo Juma, as causas mais comuns incluem erros nos registos, números de telefone inválidos e dificuldades de utilização do sistema de pagamento móvel.

O delegado garantiu que o INAS está a trabalhar para resolver cada caso e que, caso o problema persista, os beneficiários em falta serão contactados individualmente até à regularização dos pagamentos.

Enquanto isso, os manifestantes prometeram não abandonar o recinto do INAS até obterem respostas mais claras sobre o atraso do subsídio.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo