Politica

“FRELIMO Vive de Fontes Ocultas, ANAMOLA Deve Fazer Diferente”

O economista e antigo quadro sénior da FRELIMO, Rosário Fernandes, apontou críticas à forma como o partido no poder gere as suas receitas e apelou ao recém-criado partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) para adotar uma postura de maior transparência.

Numa carta dirigida ao ANAMOLA, por ocasião do primeiro Conselho Nacional, Fernandes destacou que a principal fonte de financiamento da FRELIMO não está nas quotas dos seus membros, mas sim numa rede de investimentos empresariais e em receitas nunca tornadas públicas nem sujeitas a auditorias.

Segundo ele, o novo partido tem a oportunidade de se diferenciar, apresentando contas claras e submetendo todas as contribuições a processos de avaliação periódica.

“O ANAMOLA precisa agir de forma decisiva e transparente, realizando prestações de contas regulares, abertas e de boa-fé, tanto no plano interno como externo”, aconselhou.

O antigo presidente da Autoridade Tributária reforçou que é preferível recolher quotas de forma pública e transparente do que através de mecanismos ocultos, fraudulentos ou assentes em compadrios.

Na mesma missiva, de três páginas, Fernandes alertou ainda que qualquer partido deve pensar na sustentabilidade a longo prazo, o que exige a criação de património e investimentos sólidos. Para isso, defende que o ANAMOLA deve apostar em linhas de investimento e parcerias estratégicas nos próximos dois a cinco anos, de modo a garantir estabilidade e crescimento.

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