Demolições em Chingodzi, Tete, causam confrontos entre moradores e polícia

Tete — A demolição de construções ilegais no bairro Chingodzi, na cidade de Tete, está a gerar forte tensão entre os moradores, a Polícia Municipal e a Polícia da República de Moçambique (PRM). A acção, conduzida pelo Conselho Municipal de Tete, tem como objectivo remover casas e estabelecimentos comerciais alegadamente erguidos em zonas consideradas de risco ou em áreas de domínio público.
De acordo com a edilidade, a operação de demolição abrange os bairros de Matundo, Chingodzi e M’Padue. No caso do Chingodzi, vários empreendimentos comerciais foram destruídos por se encontrarem dentro da faixa de protecção da Administração Nacional de Estradas (ANE) e sobre uma conduta de água pertencente à Águas da Região Centro (ADRC). Leia mais sobre casos municipais em Moçambique.
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No entanto, parte dos moradores contesta as justificações apresentadas pelas autoridades. Durante a acção, registaram-se momentos de grande confusão, quando populares e proprietários de bancas tentaram travar as demolições, lançando pedras contra as forças de ordem. A PRM respondeu com disparos para dispersar os manifestantes, resultando em vários feridos e detenções. Veja mais notícias sobre segurança e ordem pública.
O chefe da unidade Nhakhumbe, ouvido por repórteres locais, criticou a actuação das autoridades municipais e negou as alegações de que as bancas estavam sobre a conduta de água ou dentro da área proibida. “Nenhuma estrutura se encontra na faixa da conduta. Fomos surpreendidos com a chegada das máquinas e a destruição das nossas barracas”, afirmou.
As demolições deixaram dezenas de famílias sem fonte de rendimento, agravando o descontentamento na comunidade. Muitos comerciantes dizem não ter recebido aviso prévio ou qualquer alternativa para reerguer os seus estabelecimentos. Entenda outras disputas urbanas recentes em Moçambique.
Enquanto o Conselho Municipal defende que a operação visa “organizar a cidade e proteger infra-estruturas públicas”, os moradores exigem diálogo e compensações pelos prejuízos causados. O clima permanece tenso na zona de Chingodzi, onde a presença policial foi reforçada para evitar novos confrontos.




