Emboscada na Casa Branca deixa dois soldados da Guarda Nacional feridos – Times de Todos

Dois integrantes da Guarda Nacional ficaram gravemente feridos após serem atingidos por tiros na tarde de quarta-feira, numa zona central de Washington, a poucos passos da Casa Branca. As autoridades classificaram o incidente como uma emboscada planejada. O suspeito foi alvejado durante a ação e encontra-se sob custódia.
O atirador foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, afegão de 29 anos residente no estado de Washington, de acordo com duas fontes ligadas ao governo Trump. Uma delas afirmou que o caso é tratado como possível ato de terrorismo.
Segundo as mesmas fontes, Lakanwal entrou nos Estados Unidos em 2021 pela Operação Allies Welcome, programa criado durante a administração Biden para realocar afegãos que colaboraram com as forças norte-americanas na guerra. Ele desembarcou no Aeroporto Internacional de Dulles em setembro daquele ano. O pedido de asilo foi submetido no fim de 2024 e aprovado em abril de 2025, já sob o governo Trump. Ele não possui antecedentes criminais.
No momento do ataque, Trump estava no seu resort na Flórida. Horas depois, divulgou uma declaração em vídeo chamando o tiroteio de “ato de maldade, ódio e terror”, além de anunciar que irá reavaliar a situação de todos os afegãos acolhidos sob programas da gestão anterior.
Os dois soldados baleados faziam parte de uma patrulha de visibilidade reforçada por volta das 14h15, perto do cruzamento das ruas 17th e I Street. Segundo Jeff Carroll, chefe-adjunto da Polícia Metropolitana, o suspeito aproximou-se repentinamente e abriu fogo contra a equipa. Após a troca de tiros, outros militares conseguiram detê-lo.
Os soldados foram levados para hospitais da capital em estado crítico, informou o diretor do FBI, Kash Patel. A prefeita Muriel Bowser afirmou que o ataque foi claramente direcionado. As autoridades também indicaram que o suspeito atuou sozinho.
Após o incidente, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, comunicou que Trump ordenou o envio de mais 500 membros da Guarda Nacional para Washington, reforço que se somará aos cerca de 2.200 já destacados no âmbito das políticas de imigração e combate ao crime adotadas pela atual administração.
O vice-presidente JD Vance, que se encontrava no Kentucky, escreveu no X que o ataque demonstra a necessidade de ampliar ações de deportação, enquanto críticos do governo acusam a administração de práticas abusivas e prisões indiscriminadas envolvendo imigrantes, incluindo aqueles em situação legal.
Testemunhas relatam momentos de pânico
O tiroteio ocorreu na área da Farragut Square, local movimentado durante o horário de almoço e rodeado por restaurantes e cafés. Quem passava pelo parque descreveu cenas de corrida e confusão logo após os disparos.
Mike Ryan, de 55 anos, contou ter ouvido uma série de tiros e, ao voltar ao local, viu dois soldados caídos no asfalto enquanto equipes tentavam reanimá-los. Ele disse ainda ter observado outros militares dominando o suspeito no chão. Outra testemunha, Emma McDonald, relatou que um dos feridos foi retirado em uma maca com ferimentos graves na cabeça e recebeu compressões torácicas automáticas.
A presença da Guarda Nacional em Washington foi reforçada desde agosto, por ordem direta de Trump — decisão que enfrentou resistência de autoridades locais e críticas de democratas. Contingentes de vários estados participam das operações, incluindo D.C., Louisiana, Mississippi, Ohio, Carolina do Sul, Virgínia Ocidental, Geórgia e Alabama.
Embora Trump afirme que o aumento da presença militar tenha reduzido a criminalidade na capital, os números oficiais divulgados pela polícia não confirmam essa queda.




