Agentes do GOE furam cerco do SERNIC e escapam do Comando da Matola – Times de Todos

A operação de alta tensão no Comando Provincial da Matola terminou com um desfecho inesperado na noite desta quarta-feira (21). Apesar do cerco que durou o dia todo, os agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) não conseguiram efetuar a prisão dos membros do Grupo de Operações Especiais (GOE) envolvidos na morte do agente João Paulo.
A Fuga Estratégica
Por volta das 20h40, o cenário de impasse transformou-se em uma ação de fuga coordenada. Relatos colhidos no local indicam que a movimentação acelerou logo após a repercussão mediática do caso:
- Manobra de Saída: Três veículos abandonaram o Comando Provincial em alta velocidade.
- Logística: Entre as viaturas identificadas estavam duas carrinhas Mahindra, uma delas transportando agentes na parte traseira.
- Bloqueio: Cerca de 15 agentes da PRM, equipados com coletes balísticos e armamento pesado, formaram uma barreira no portão principal, garantindo a saída dos veículos.
Passividade e Frustração
O que mais chamou a atenção foi a falta de reação da equipa do SERNIC presente. Embora estivessem no local para cumprir os mandados, os investigadores apenas observaram a partida das viaturas, sem qualquer tentativa de intercepção ou perseguição imediata.
Uma fonte interna do SERNIC desabafou sobre o ocorrido:
“Os agentes do GOE foram retirados pelos próprios colegas, mas a busca continua. Não vão conseguir fugir para sempre.”
Situação Atual
Após a saída dos suspeitos, o contingente do SERNIC reuniu-se nas imediações para avaliar o fracasso da diligência. Até ao momento, não houve qualquer esclarecimento oficial das autoridades sobre como os suspeitos conseguiram furar o cerco ou por que não houve resistência por parte dos investigadores durante a fuga.
O clima permanece de incerteza e crise institucional entre o braço de investigação criminal e a força de operações especiais da polícia.




