Irã oferece recompensa de cerca de 3,7 bilhões de meticais pelo assassinato de Trump e Netanyahu. – Times de Todos

O Parlamento do Irão está a analisar um projeto de lei que prevê o pagamento de uma recompensa de 50 milhões de euros (cerca de 300 milhões de reais) pela morte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
A proposta foi anunciada por Ebrahim Azizi, presidente do Comité de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano.
Segundo o responsável, a iniciativa faz parte de um projeto legislativo mais abrangente, denominado “Ação Recíproca das Forças Militares e de Segurança da República Islâmica”.
De acordo com o texto em análise, o Estado iraniano passaria a ter a obrigação legal de atribuir a recompensa a qualquer pessoa ou entidade que concretizasse o assassinato do Presidente norte-americano.
Além de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, a proposta também abrange o almirante Brad Cooper, comandante das operações navais do Departamento de Defesa dos Estados Unidos no Médio Oriente.
O vice-presidente do mesmo comité parlamentar, Mahmoud Nabavian, reforçou publicamente as ameaças dirigidas às lideranças dos Estados Unidos e de Israel, afirmando que a votação sobre a afetação formal dos recursos deverá ocorrer em breve.
A proposta surge num contexto de forte crise interna no Irão. No final de 2025, o país registou manifestações populares motivadas pelo aumento do custo de vida e pelo agravamento da situação económica.
Segundo relatos, os protestos evoluíram para reivindicações pela saída do atual regime. Em resposta, as forças de segurança intensificaram as operações de repressão, que resultaram em detenções e mortes durante os confrontos, de acordo com diferentes relatos sobre os acontecimentos.
Caso venha a ser aprovado, o projeto representará a formalização, através de um instrumento legislativo, de uma política de recompensas envolvendo líderes estrangeiros, utilizando recursos do Estado para esse fim.
Até ao momento, não há confirmação de que a proposta tenha sido aprovada em definitivo, nem foram divulgadas reações oficiais dos governos dos Estados Unidos ou de Israel sobre esta iniciativa.




