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Estado Vai Desembolsar 700 Milhões de Meticais para Reerguer Edifícios Destruídos em Protestos – Times de Todos

O Governo moçambicano, através do seu porta-voz Inocêncio Impissa, apresentou o balanço material e financeiro da destruição causada pela onda de manifestações pós-eleitorais que atingiram o país entre 2024 e 2025. Devido a estas ações de vandalismo deliberado, o Estado terá de avançar com um desembolso de emergência na ordem dos 700 milhões de meticais para conseguir restaurar os serviços de administração pública a nível nacional.

​Impacto nos Serviços Essenciais e Setor Privado

​Os protestos violentos resultaram na paralisação de diversas instituições que garantem o funcionamento básico da sociedade. De acordo com o Executivo, a fúria das manifestações não poupou infraestruturas privadas espalhadas por múltiplos distritos, mas atingiu com especial gravidade o património do Estado.

​Inocêncio Impissa lamentou a situação, detalhando que os alvos incluíram instalações vitais para a população, tais como:

  • ​Escolas;
  • ​Unidades sanitárias (hospitais e centros de saúde);
  • ​Secretarias distritais;
  • ​Tribunais;
  • ​Outras entidades prestadoras de serviços públicos.

​As 9 Províncias Prioritárias

​Para inverter o atual cenário de paralisação e garantir que os cidadãos voltam a ter acesso aos serviços mínimos, o Executivo ativou um plano de reconstrução pós-manifestações. Este plano de contingência vai focar-se, numa primeira fase, nas zonas mais severamente castigadas pela violência.

​As intervenções governamentais abrangerão nove regiões prioritárias:

  • ​Nampula
  • ​Tete
  • ​Zambézia
  • ​Gaza
  • ​Cabo Delgado
  • ​Manica
  • ​Inhambane
  • ​Maputo (Província)
  • ​Maputo (Cidade)

​Uma Fração do Prejuízo Total

​O porta-voz do Governo fez questão de clarificar que os 700 milhões de meticais — viabilizados pela atual revisão do plano económico e social — não representam a totalidade dos fundos necessários para cobrir todos os prejuízos registados no país.

​Este montante inicial constitui apenas uma parcela de emergência, destinada estritamente à recuperação imediata dos edifícios de suporte burocrático e governativo que ficaram inoperacionais.

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