Economia

Acções dinamizam BVM enquanto dívida pública fica sem transacções efectivas

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A Bolsa de Valores de Moçambique encerrou a semana de 31 de Agosto a 04 de setembro de 2026 com um desempenho misto, impulsionado por um salto de 1,90% na capitalização bolsista global, que se fixou em 241.177,60 milhões de meticais, o equivalente a cerca de 3.736,87 milhões de dolares norte-americanos. Este comportamento reflecte uma recuperação sólida na segunda metade do período em análise, recuperando do mínimo de 234.835,98 milhões de meticais registado a 2 de Saetembro.

Comparativamente ao período homólogo de 05 de Setembro de 2025, a capitalização de mercado cresceu 19,53%, impulsionada por novas emissões de dívida pública que elevaram para 86 o total de títulos cotados, com uma nova Obrigação do Tesouro admitida (série 10 de 2026) e a exclusão da série 7 de 2021.

O rácio entre a capitalização bolsista e o PIB real de 2024 avançou 0,41 pontos percentuais, situando-se em 21,86%. Contudo, esta profundidade teórica continua estruturalmente dependente do mercado obrigacionista, que absorve 90,1% da capitalização total, enquanto o segmento accionista representa apenas 9,9%.

Em termos operacionais, o volume acumulado de negócios manteve-se praticamente inalterado, com um crescimento marginal de 0,03%, passando para 5.642,77 milhões de meticais. Em contrapartida, o índice de liquidez recuou 1,83%, situando-se em 2,340%, demonstrando que o incremento do valor de mercado decorreu da valorização e expansão de títulos e não de uma aceleração proporcional na frequência das transacções.

No segmento accionista, o ambiente foi heterogéneo mas com forte dinamismo financeiro, tendo o volume negociado em acções quase duplicado face à semana anterior, totalizando cerca de 1.919,92 milhares de meticais. A EMOSE liderou as valorizações com um ganho de 23,89%, encerrando a 14,00 meticais e recuperando das perdas anteriores, seguida pela CMH, que avançou 6,25% para 4.250,00 meticais, e pela CDM, que subiu 4,99% para 83,99 meticais. Em sentido oposto, a TROP registou a maior queda da semana, recuando 20,00% para 80,00 meticais, enquanto a Hidroeléctrica de Cahora Bassa cedeu 14,29%, encerrando com 3,00 meticais e acumulando a segunda semana consecutiva de desvalorização.

O segmento obrigacionista, apesar do peso dominante na capitalização, não registou qualquer negociação efectiva ao longo das cinco sessões, evidenciando o fosso entre a dimensão da dívida cotada e a liquidez real de troca de títulos.

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