APSUM Acusa Ministro de Incompetência e Denuncia Envio de Medicamentos Quase Expirados para as Províncias – Times de Todos

A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUM) convocou uma conferência de imprensa na manhã desta segunda-feira para lançar duras críticas e fazer revelações graves sobre a atual gestão da saúde pública no país. Entre os pontos mais alarmantes, a organização expôs a ocorrência de óbitos nos hospitais e condenou o silêncio e a passividade do Governo moçambicano perante a crise que se vive nas unidades sanitárias.
Acusações de “Teatro” no Ministério
O principal alvo dos ataques da associação foi o Ministro da Saúde, cuja gestão foi classificada como incompetente. De acordo com a liderança da APSUM, o gabinete do ministro “faz apenas teatro” perante os problemas reais da população. A organização argumentou ainda que, se existisse uma vontade política genuína por parte do Executivo para resolver o impasse e estabilizar o setor, as atas das rondas de negociações já teriam sido devidamente assinadas.
Logística Sob Suspeita e Viagens Excessivas
Uma das denúncias mais pesadas apresentadas na conferência diz respeito à distribuição de recursos médicos. A APSUM revelou que lotes de medicamentos cujos prazos de validade estão perigosamente próximos do fim estão a ser encaminhados para várias províncias do país. A par disso, o titular da pasta da Saúde foi duramente criticado pela sua ausência física no terreno, com a associação a afirmar que o governante “passa mais tempo em viagens” do que a despachar nos assuntos internos.
A Questão do Roubo de Medicamentos
Confrontada com as recorrentes queixas e relatórios sobre o desvio de fármacos nos hospitais públicos, a APSUM trouxe uma nova perspetiva, classificando muitas dessas denúncias como infundadas. A associação defendeu os profissionais ao afirmar que, em grande parte dos episódios de suposto furto, os medicamentos em causa “nem sequer existem” nos stocks das farmácias hospitalares, tornando as acusações de roubo sem objeto real.
A fechar o seu pronunciamento, a organização sublinhou que as fragilidades e a alegada incompetência demonstradas pelo Ministro da Saúde refletem, em última análise, o erro de escolha cometido pela entidade soberana que o nomeou para o cargo.




