Motorista da Yango é assassinado em Maputo e colegas exigem justiça

Maputo — A morte de mais um motorista de aplicativo Yango deixou em luto e revolta a comunidade de condutores da plataforma. O caso reacendeu as críticas sobre a falta de segurança e de apoio por parte da empresa e das entidades que regulam o setor.
Entre os motoristas, cresce a indignação pela ausência de medidas concretas que garantam a sua proteção durante o trabalho. “Os parceiros deveriam ser nossos porta-vozes, mas nada fazem. Estamos completamente desprotegidos”, lamentou um dos condutores, visivelmente abalado.
Segundo relatos, qualquer cliente pode se cadastrar e usar o serviço sem uma verificação rigorosa de identidade, o que tem aumentado os riscos. “Mesmo quando há denúncias ou casos parecidos, a única ação que vemos é o bloqueio da conta do motorista. Nenhum suporte real é oferecido”, acrescentou outro profissional.
A classe trabalhadora, que diariamente enfrenta longas jornadas para arrecadar cerca de 47 meticais por viagem, cobra da Yango e das autoridades municipais uma resposta urgente. “Será que a Yango vai indenizar a família desse jovem? Pelo menos deveriam apoiar nas cerimónias fúnebres”, questionam.
Os motoristas também criticam o Conselho Municipal de Maputo, que recentemente passou a cobrar 3.000 meticais pela licença de operação, o que, segundo eles, “agrava ainda mais as condições de trabalho”.
Enquanto não há uma posição oficial da empresa, o sentimento predominante entre os condutores é de medo e desamparo. “Colegas, estamos mal. Trabalhamos todos os dias sem saber se voltaremos para casa”, desabafou um motorista, em lágrimas.
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