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Barragem sul-africana prestes a romper coloca 40 mil moçambicanos em risco – Times de Todos

A Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alerta para a iminência de rutura da Barragem de Senteeko, em Barberton. O impacto pode afetar mais de 40 mil pessoas no Baixo Incomáti.

MAPUTO – O Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos emitiu um comunicado de emergência esta sexta-feira, 23 de janeiro, informando sobre o agravamento crítico da erosão na Barragem de Senteeko, situada em Barberton, África do Sul. De acordo com informações das autoridades sul-africanas, a infraestrutura está em risco iminente de colapso.

O percurso da ameaça e o tempo de resposta

​A barragem em causa flui em direção ao território moçambicano a partir da fronteira de Ressano Garcia. Estima-se que, caso a rutura se confirme, a onda de caudal gerada leve entre 3 a 5 dias para atingir Moçambique. Este volume adicional de água poderá agravar severamente as inundações que já assolam a região do Baixo Incomáti.

Zonas em risco e impacto humano

​O alerta estende-se a várias localidades onde os assentamentos humanos e infraestruturas sociais estão sob ameaça direta. As áreas prioritárias de vigilância incluem:

  • Xinavane e Ilha Josina Machel;
  • Zonas Baixas de Moamba e Magude;
  • Manhiça e Marracuene.

​As autoridades estimam que mais de 40 mil pessoas poderão ser afetadas pelo impacto do caudal adicional.

Medidas de mitigação e resposta

​Para enfrentar a crise e salvar vidas, a DNGRH anunciou as seguintes medidas imediatas:

  • Evacuação urgente: Retirada imediata das famílias residentes em zonas de risco para Centros de Acomodação seguros;
  • Gestão hídrica: Redução das descargas na barragem de Corumana para tentar amortecer o impacto do novo caudal.

​As equipas técnicas da DNGRH e da ARA-Sul mantêm uma monitorização constante da situação. Uma das grandes preocupações é a integridade da Estrada Nacional N1, cuja viabilidade de circulação será confirmada oportunamente consoante a evolução do cenário.

​As autoridades apelam à população para que siga rigorosamente as orientações de segurança e evite permanecer em zonas baixas ou próximas às margens dos rios.

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