Cultura – NotiMz https://notimz.com O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS RÁPIDAS E CONFIÁVEIS Thu, 24 Sep 2026 14:45:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://notimz.com/wp-content/uploads/2026/09/cropped-ChatGPT-Image-20_09_2026-22_16_30-32x32.png Cultura – NotiMz https://notimz.com 32 32 Pandza na Town regressa para 3º edição com novo palco e intercâmbio entre artistas https://notimz.com/2026/09/24/pandza-na-town-regressa-para-3o-edicao-com-novo-palco-e-intercambio-entre-artistas/ https://notimz.com/2026/09/24/pandza-na-town-regressa-para-3o-edicao-com-novo-palco-e-intercambio-entre-artistas/#respond Thu, 24 Sep 2026 14:45:19 +0000 https://notimz.com/2026/09/24/pandza-na-town-regressa-para-3o-edicao-com-novo-palco-e-intercambio-entre-artistas/

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O Pandza na Town regressa este sábado, 26 de Setembro, para a sua terceira edição, desta vez com novo palco no Coconuts, na Cidade de Maputo, e uma programação que aposta no encontro entre artistas consagrados, nomes da nova geração e talentos emergentes da música moçambicana. O evento, que arranca às 14h00, reúne nomes como LayLizzy, Ziqo, Mr. Kuka, Emerson Miranda, Roberto Chitsondzo, Banda Tsaka, EllPuto, Badjero e Djimetta, numa iniciativa que pretende reforçar o intercâmbio artístico e a valorização da produção musical nacional.

O Pandza na Town tem vindo a construir o seu percurso através de diferentes espaços de referência da capital. A primeira edição foi realizada no Centro Cultural Moçambicano-Alemão, reunindo artistas e público em torno da música moçambicana. A segunda edição, realizada em 2025, ganhou uma dimensão maior ao acontecer no Pavilhão do Desportivo de Maputo, ocasião que ficou igualmente marcada pelo lançamento do álbum “Génio”, de Hélio Beatz, artista que lidera o conceito.

Para a terceira edição, a organização tinha inicialmente seleccionado a Fortaleza de Maputo como espaço para acolher o evento, tendo posteriormente transferido a realização para o Coconuts, mantendo a aposta numa programação de grande diversidade artística.

A iniciativa procura, particularmente, criar oportunidades para artistas emergentes e em ascensão, sem deixar de estabelecer pontes com músicos de reconhecida trajectória. É neste contexto que a presença de Badjero, Djimetta, Babo Maduro e outros artistas ganha particular significado na terceira edição, ao associar ao evento uma iniciativa independente de promoção da música e cultura moçambicana.

Mais do que um espectáculo musical, o Pandza na Town pretende constituir-se como um espaço de encontro entre artistas, público e diferentes intervenientes da indústria cultural e criativa moçambicana, contribuindo para a circulação da música nacional e para a criação de oportunidades de exposição para os seus fazedores.

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“O Veredicto” leva a cultura ao tribunal da reflexão sobre a música moçambicana https://notimz.com/2026/09/21/o-veredicto-leva-a-cultura-ao-tribunal-da-reflexao-sobre-a-musica-mocambicana/ https://notimz.com/2026/09/21/o-veredicto-leva-a-cultura-ao-tribunal-da-reflexao-sobre-a-musica-mocambicana/#respond Mon, 21 Sep 2026 02:12:12 +0000 https://notimz.com/2026/09/21/o-veredicto-leva-a-cultura-ao-tribunal-da-reflexao-sobre-a-musica-mocambicana/

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A Cultura Moçambicana vai sentar-se no banco dos réus, não para ser condenada, mas para ser questionada. O musical “O Veredicto”, uma produção da ZEP Estúdios, propõe um julgamento simbólico sobre o papel da cultura no desenvolvimento da música nacional, colocando em debate a provocadora acusação de que “a cultura moçambicana não contribui para o sucesso da música moçambicana”. A obra, criada e dirigida por Zé Pires, será apresentada no dia 31 de Julho, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, numa abordagem que pretende estimular a reflexão sobre os desafios e caminhos da produção artística no país.

A produção transforma a Cultura Moçambicana na ré de um “julgamento” que pretende reflectir sobre o seu papel no desenvolvimento da música nacional, colocando em debate uma acusação provocadora: “A cultura moçambicana não contribui para o sucesso da música moçambicana.”

Mais do que um espectáculo, “O Veredicto” apresenta-se como um tribunal simbólico onde a cultura, a história e a identidade moçambicanas são confrontadas perante o público, que assume o papel de júri. Ao longo da narrativa, juízes, procuradores, advogados e testemunhas conduzem um julgamento que cruza teatro, música, dança, poesia e literatura para discutir a preservação do património cultural e a sua influência na construção da música moçambicana.

Em palco, artistas, ritmos, línguas, danças e costumes ganham voz para defender o legado cultural do país. Referências incontornáveis da música moçambicana, como João Domingos, surgem como testemunhas da riqueza e da capacidade de reinvenção da cultura nacional.

O espectáculo recupera géneros tradicionais, momentos históricos e expressões culturais que marcaram diferentes gerações, defendendo que a cultura não é um património estático, mas uma força viva que continua a inspirar e a transformar a criação artística contemporânea.

Criado a partir de uma visão artística do conceituado músico Zé Pires, “O Veredicto” nasce do desejo de elevar o padrão das produções nacionais, oferecendo ao público uma experiência cénica, onde a interpretação, a música, a sonoplastia, a iluminação, os elementos visuais e a literatura dialogam para criar uma narrativa imersiva.

Para além da componente artística, o musical integra um projecto mais amplo de formação de audiências em Moçambique. A iniciativa pretende demonstrar que produções culturais de elevada qualidade não devem permanecer acessíveis apenas a um público restrito. A ambição da produção é que, com maior interesse e apoio nacional, espectáculos de carácter educativo e promotores de valores de cidadania possam beneficiar de mecanismos de financiamento que permitam temporadas mais longas e bilhetes mais acessíveis.

A visão do projecto assenta na convicção de que a formação de públicos começa pelas crianças e pelos jovens, considerados essenciais para garantir o futuro das artes e consolidar uma cultura de valorização do teatro musical no país.

Assumindo o teatro musical como uma poderosa ferramenta de comunicação, “O Veredicto” procura transmitir mensagens sociais de forma firme, educativa e impactante, recorrendo à arte para estimular a reflexão sobre cidadania, memória, identidade e responsabilidade colectiva.

Mais do que assistir a um julgamento, o público será convidado a decidir uma questão que atravessa toda a narrativa: afinal, qual é o verdadeiro veredicto sobre a Cultura Moçambicana?

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Encerramento do Nu Metro deixa a capital do país sem qualquer cinema em funcionamento https://notimz.com/2026/09/21/encerramento-do-nu-metro-deixa-a-capital-do-pais-sem-qualquer-cinema-em-funcionamento/ https://notimz.com/2026/09/21/encerramento-do-nu-metro-deixa-a-capital-do-pais-sem-qualquer-cinema-em-funcionamento/#respond Mon, 21 Sep 2026 02:00:16 +0000 https://notimz.com/2026/09/21/encerramento-do-nu-metro-deixa-a-capital-do-pais-sem-qualquer-cinema-em-funcionamento/

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  • Apagam-se as luzes da última sala de cinema de Maputo
  • Gilberto Mendes diz que a cultura moçambicana “está nos cuidados intensivos”

O pano caiu sobre a última sala de cinema em funcionamento na capital moçambicana. O Nu Metro, instalado no Gloria Mall e considerado o derradeiro refúgio da sétima arte na cidade de Maputo, encerrou temporariamente as portas, deixando a cidade sem qualquer espaço dedicado à exibição regular de filmes. O anúncio, feito através de um breve comunicado da gerência, reacendeu o debate sobre o progressivo desaparecimento dos equipamentos culturais e o estado da cultura em Moçambique.

Elísio Nuvunga

A administração limitou-se a informar que o encerramento resulta de “motivos alheios à sua vontade”, sem esclarecer as razões da decisão nem avançar uma data para a retoma das actividades.

“Por motivos alheios à nossa vontade, o cinema encontra-se fechado temporariamente. Agradecemos a compreensão e pedimos sinceras desculpas pelos transtornos causados”, refere o comunicado.

A suspensão das actividades deixa órfãos milhares de cinéfilos que, nos últimos anos, encontravam no Nu Metro o único espaço para acompanhar estreias nacionais e internacionais numa sala de cinema. Para muitos, o fecho representa mais um sinal do declínio dos espaços culturais no País.

A notícia provocou uma onda de reacções nas redes sociais, onde artistas e agentes culturais alertaram para o contínuo desaparecimento de infra-estruturas dedicadas às artes.

Gilberto Mendes: Antes do encerramento dos cinemas, já tínhamos encerrado quase tudo

Entre as vozes mais críticas está a do actor e encenador Gilberto Mendes, que considera que o encerramento do Nu Metro é apenas o reflexo mais visível de uma crise cultural que se vem agravando há vários anos.

Segundo o artista, antes de desaparecer o cinema, Moçambique já tinha assistido ao encerramento de salas de espectáculo, companhias de teatro, bandas musicais e outros espaços fundamentais para a criação artística.

Numa publicação nas redes sociais, Mendes questiona o facto de a sociedade apenas reagir agora, quando o processo de degradação do sector cultural decorre há muito tempo, praticamente sem contestação pública.

Para o encenador, a cultura desempenha um papel central na formação da cidadania, no fortalecimento do civismo e na preservação da identidade nacional, deixando um alerta contundente sobre o estado do sector.

” A cultura moçambicana não está doente. Está nos cuidados intensivos. E cada dia que adiamos o tratamento torna a recuperação mais difícil. A pergunta já não é se devemos agir. A pergunta é se ainda vamos a tempo. Entretanto, enquanto discutimos o problema, há quem continue teimosamente a lutar. Há quem continue a acender luzes em vez de amaldiçoar a escuridão. Há quem continue a acreditar que um povo educado pela cultura será sempre mais forte do que um povo alimentado apenas por estatísticas económicas “, escreveu.

Embora o encerramento tenha sido anunciado como temporário, a ausência de explicações por parte da gerência quanto às causas da paralisação e ao eventual regresso da actividade alimenta a incerteza sobre o futuro da única sala de cinema que permanecia aberta na cidade de Maputo. Para muitos amantes da sétima arte, o apagar das luzes do Nu Metro representa mais do que o fecho de um cinema: simboliza o enfraquecimento de um dos últimos espaços de encontro, criação e fruição cultural na capital.

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Roberto Chitsondzo critica mediocridade na cultura e culpa sociedade, artistas e media https://notimz.com/2026/09/21/roberto-chitsondzo-critica-mediocridade-na-cultura-e-culpa-sociedade-artistas-e-media/ https://notimz.com/2026/09/21/roberto-chitsondzo-critica-mediocridade-na-cultura-e-culpa-sociedade-artistas-e-media/#respond Mon, 21 Sep 2026 01:48:12 +0000 https://notimz.com/2026/09/21/roberto-chitsondzo-critica-mediocridade-na-cultura-e-culpa-sociedade-artistas-e-media/

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  • “Infelizmente os nossos programas culturais não têm casa…”

A cultura moçambicana está a perder a sua identidade, enquanto artistas, órgãos de comunicação social e o próprio público alimentam um ciclo de mediocridade que privilegia a popularidade fácil em detrimento da criação artística. O alerta é do músico e compositor Roberto Chitsondzo, para quem a degradação do panorama cultural não pode ser atribuída a um único responsável, mas sim a uma sociedade que, aos poucos, deixou de valorizar as suas próprias referências.

Elísio Nuvunga

Interpelado pelo Evidências à margem do lançamento do Veredicto, que se estreou na última sexta-feira, sob direcção de Zé Pires, para responder sobre quem é o principal culpado pelo enfraquecimento da produção cultural nacional, o artista preferiu distribuir “o mal pelas aldeias”, recorrendo à metáfora para defender que a responsabilidade é colectiva.

Segundo Chitsondzo, muitos músicos abandonaram a autenticidade para seguir tendências comerciais, enquanto o público passou a consumir, com maior entusiasmo, conteúdos importados e fenómenos passageiros, relegando para segundo plano as manifestações culturais que marcaram a identidade do país.

“Nós, artistas, fugimos da nossa essência para sermos mais aplaudidos. A sociedade deixou de escutar a sua própria cultura para dar mais likes àquilo que é dos outros”, afirmou.

Para o compositor, Moçambique sempre dialogou com outras culturas, mas essa abertura nunca deveria significar a substituição dos valores artísticos nacionais por modelos importados. Na sua leitura, o problema não está na influência estrangeira, mas na incapacidade de preservar aquilo que distingue a criação moçambicana.

As críticas estendem-se aos órgãos de comunicação social, que, segundo o músico, deixaram de cumprir o papel de promover e formar públicos para a cultura, optando por conteúdos de consumo rápido, polémicas e entretenimento sem profundidade.

“Infelizmente, os nossos programas culturais não têm casa. Aquilo a que a gente assiste é fofoca, aberrações, insultos. Daquilo que deveriam apresentar os nossos colegas, eu não vejo nada.”

Na sua opinião, muitos meios de comunicação transformaram-se em plataformas de promoção da mediocridade, abrindo espaço para actuações sem qualidade técnica e sem qualquer exercício de crítica, contribuindo para a banalização da produção artística nacional.

Chitsondzo considera igualmente que a indústria musical vive hoje excessivamente condicionada pelas tendências internacionais. Géneros como o Amapiano passaram, segundo diz, a orientar as escolhas de muitos artistas, que produzem músicas para responder às exigências do mercado e das redes sociais, em vez de investirem em obras capazes de preservar a memória e a identidade cultural moçambicana.

Apesar do diagnóstico crítico, o músico acredita que o país continua a possuir um património artístico capaz de inverter esta tendência. Recorda que Moçambique é berço de escritores, poetas, compositores e intérpretes de reconhecimento internacional, defendendo que esse legado deve voltar a servir de inspiração às novas gerações.

“Temos muitos livros escritos por moçambicanos, poetas reconhecidos internacionalmente e nós ainda aparecemos a cantar músicas sem conteúdo. Por que é que não vamos buscar um poema e transformá-lo numa música? Temos vergonha de quê?”, questionou.

Para Roberto Chitsondzo, a recuperação da cultura moçambicana dependerá menos das modas e mais da capacidade de artistas, media e sociedade resgatarem a identidade que, durante décadas, fez da música, da literatura, do teatro e da dança instrumentos de formação cívica e afirmação nacional. Enquanto o sucesso continuar a medir-se pelo número de visualizações e não pela qualidade da criação, conclui, Moçambique arrisca-se a perder uma das suas maiores riquezas: a capacidade de contar a sua própria história através da arte.

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Festival Maputo em Cena homenageia Evaristo Abreu na sua segunda edição https://notimz.com/2026/09/21/festival-maputo-em-cena-homenageia-evaristo-abreu-na-sua-segunda-edicao/ https://notimz.com/2026/09/21/festival-maputo-em-cena-homenageia-evaristo-abreu-na-sua-segunda-edicao/#respond Mon, 21 Sep 2026 01:36:14 +0000 https://notimz.com/2026/09/21/festival-maputo-em-cena-homenageia-evaristo-abreu-na-sua-segunda-edicao/

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A Olankha realiza a segunda edição do Festival Maputo em Cena. Evento que este ano acontece entre os dias 13 e 22 de Agosto presta homenagem ao actor, encenador e dramaturgo moçambicano Evaristo Abreu, em reconhecimento do seu contributo para o desenvolvimento das artes cénicas em Moçambique.

O festival apresenta uma programação diversificada que reúne nove espectáculos, actividades de formação e uma mesa-redonda, promovendo encontros entre artistas nacionais e internacionais e aproximando o público das artes performativas. Entre os destaques da programação encontra-se “O Dançarino”, de Evaristo Abreu, dirigido por Isabel Jorge.

A obra que integra a homenagem ao artista e celebra o seu legado na dramaturgia e na cena moçambicana será apresentada no dia 13, às 18h00, no Centro Cultural FrancoMoçambicano (CCFM).

Estão propostos igualmente os espectáculos “Dois perdidos numa noite suja”, no dia 14, e “O microfone quebrado”, no dia 21, apresentados pela companhia Mahamba, bem como ao espectáculo “Jacob, um conto moçambicano”, no dia 20, protagonizado pelo actor moçambicano radicado em Portugal, Alberto Magassela.

A programação integra ainda “Politiquices de pequeno vulto”, uma produção do grupo Luarte agendada para o dia 16, na Casa Velha. Trata-se de uma peça que reforça a diversidade estética da programação ao abordar, através da linguagem teatral, questões sociais e políticas do quotidiano cruzando o humor e a crítica.

O festival apresenta igualmente “Lutar para perder”, no dia 18, às 18h00, no Instituto Guimarães Rosa (IGR). O monólogo interpretado pelo actor Ailton Zimila, um dos talentos emergentes do teatro moçambicano, expõe uma sensibilidade artística e qualidade interpretativa que têm vindo a afirmar-se junto do público e da crítica.

Reforçando o seu compromisso com a democratização do acesso à cultura, o “Maputo em Cena” realizará duas actividades no bairro da Mafalala. Énia Lipanga, escritora e activista social, apresenta, no dia 15, no Museu Mafalala, o seu audiolivro “Nada será devolvido em silêncio” e, no dia 17, a Companhia Makweru leva ao Circuito da Mafalala a peça “Kuloha”.

A reflexão sobre o teatro nacional ocupará igualmente um lugar de destaque com a realização da mesa-redonda “Pensar a Estética do Teatro Moçambicano a partir da obra de Evaristo Abreu”. Sob moderação de Dadivo José, a conversa terá como painelitas Lucrécia Paco, Alberto Magassela, Elliot Alex, Maria Atalia Adamugy e Félix Bruno Luís Carlos. O encontro marcado para o dia 18, no CCFM, pretende promover um debate em torno da herança artística de Evaristo Abreu e dos caminhos estéticos do teatro moçambicano contemporâneo.

A componente formativa do festival será assegurada por duas oficinas dirigidas a públicos distintos. A primeira, destinada a crianças, será orientada por Rita Couto, enquanto a segunda será dedicada a estudantes de artes cénicas e conduzida pelo actor Alberto Magassela, proporcionando um espaço de aprendizagem e partilha de experiências.

De referir que a segunda edição do Festival Maputo em Cena é coordenado e produzido pela Olankha Produção e Comunicação, empresa moçambicana especializada na produção de conteúdos audiovisuais, comunicação e produção de eventos culturais e artísticos, e conta com o apoio da Cultiv’Arte e o Centro Cultural Franco-Moçambicano.

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Paulo Chemane lança “As Brincadeiras da Minha Rua” em Maputo https://notimz.com/2026/09/21/paulo-chemane-lanca-as-brincadeiras-da-minha-rua-em-maputo/ https://notimz.com/2026/09/21/paulo-chemane-lanca-as-brincadeiras-da-minha-rua-em-maputo/#respond Mon, 21 Sep 2026 01:24:41 +0000 https://notimz.com/2026/09/21/paulo-chemane-lanca-as-brincadeiras-da-minha-rua-em-maputo/

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O escritor moçambicano, Paulo Chemane, lança no dia 27 de Agosto de, o lançamento da obra “As Brincadeiras da Minha Rua” do escritor moçambicano Paulo Chemane, sob a chancela da LitterArte. O evento terá lugar às 15h00, no Ntsindya – Centro Cultural Municipal, cidade de Maputo.

A cerimónia contará com um momento cultural protagonizado pelo Grupo Lihathi – Poesia e Declamações, enquanto a apresentação da obra estará a cargo de Ernesto Moamba.

Segundo a editora, a publicação surge com o propósito de resgatar as brincadeiras tradicionais e promover a valorização da memória e da cultura infantil, numa época marcada pelo crescente uso da tecnologia e das redes sociais.

A obra chama atenção para a redução da interacção entre crianças nos bairros e para o enfraquecimento dos momentos de convívio entre pais e filhos. Nesse contexto, “As Brincadeiras da Minha Rua” procura recuperar práticas e jogos do passado, como forma de aproximar as novas gerações da sua história e das experiências que marcaram a infância de gerações anteriores.

Para o autor, a criatividade desenvolvida durante a infância pode influenciar a formação do indivíduo na vida adulta. Por isso, considera importante preservar e transmitir às novas gerações experiências que contribuíram para a formação de profissionais de diferentes áreas, incluindo engenheiros, médicos, advogados e outros quadros que participam no desenvolvimento do país.

Paulo Chemane nasceu e cresceu em Moçambique, na província de Maputo, sendo o segundo de sete filhos. O seu interesse pela literatura despertou ainda na infância, influenciado pela tia, que lia em voz alta, quase diariamente, poemas da sua autoria.

A experiência despertou no autor o gosto pela escrita e levou-o a reconhecer a força das palavras. Actualmente, Chemane reside em Brisbane, na Austrália, onde continua a desenvolver a sua actividade literária e a cultivar a paixão pela escrita.

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Mel Matsinhe leva visão estratégica da economia criativa moçambicana a Kigali https://notimz.com/2026/09/21/mel-matsinhe-leva-visao-estrategica-da-economia-criativa-mocambicana-a-kigali/ https://notimz.com/2026/09/21/mel-matsinhe-leva-visao-estrategica-da-economia-criativa-mocambicana-a-kigali/#respond Mon, 21 Sep 2026 01:13:46 +0000 https://notimz.com/2026/09/21/mel-matsinhe-leva-visao-estrategica-da-economia-criativa-mocambicana-a-kigali/

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A investigadora, escritora e musicista moçambicana Mel Matsinhe participa este mês no Africa Creative Economy and Investment Forum (ACEIF), em Kigali, Ruanda, para apresentar uma perspetiva estratégica sobre o papel da cultura e das indústrias criativas no desenvolvimento de Moçambique e do continente africano. O encontro internacional reúne governos, académicos, investidores e organizações culturais focados em transformar a produção artística e o conhecimento tradicional em valor económico, emprego qualificado e inovação sustentável.

A participação de Matsinhe no evento continental centra-se na defesa de que o país e a região devem evoluir da mera celebração do talento para a construção de infra-estruturas conceptuais, regulatórias e financeiras sólidas. A investigadora sustenta que o sector criativo se articula directamente com áreas estruturantes como a educação, o turismo, a diplomacia e a tecnologia, exigindo uma integração ecfetiva nas políticas públicas de desenvolvimento.

“África não precisa apenas de ser reconhecida pelo seu talento criativo. Precisa de desenvolver a capacidade de pensar, estruturar, proteger, financiar e internacionalizar aquilo que cria”, defende a investigadora moçambicana.

Com um percurso académico marcado pelo doutoramento na Universidade de Pretória, onde se dedica à investigação sobre a salvaguarda, promoção e propriedade intelectual da música em Moçambique, Matsinhe combina a prática artística com a análise de políticas culturais. O seu trabalho aborda a música não apenas como manifestação artística, mas como um instrumento de coesão social, criação de emprego e afirmação de soberania cultural.

No âmbito do fórum em Kigali, a profissional moçambicana modera no dia 29 de Agosto um painel dedicado à criação cultural no continente e à circulação internacional de bens criativos. O debate abordará modelos de cooperação que garantam que os processos de internacionalização não resultem na perda de autonomia ou na desvalorização dos sistemas de conhecimento locais.

“Há uma diferença entre participar na economia criativa e ajudar a definir para onde ela vai”, enfatiza Mel Matsinhe, apontando a necessidade de consolidar parcerias institucionais e projetos de investigação que permitam reter em África o valor económico e intelectual gerado pela sua própria produção cultural.

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“Criar com Histórias” incentiva equilíbrio entre tecnologia, leitura e brincadeiras tradicionais https://notimz.com/2026/09/21/criar-com-historias-incentiva-equilibrio-entre-tecnologia-leitura-e-brincadeiras-tradicionais/ https://notimz.com/2026/09/21/criar-com-historias-incentiva-equilibrio-entre-tecnologia-leitura-e-brincadeiras-tradicionais/#respond Mon, 21 Sep 2026 01:02:38 +0000 https://notimz.com/2026/09/21/criar-com-historias-incentiva-equilibrio-entre-tecnologia-leitura-e-brincadeiras-tradicionais/

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A Fundação Fernando Leite Couto acolheu, no último sábado (5), a iniciativa “Criar com Histórias”, um evento que reuniu pais, encarregados de educação, crianças, artistas e educadores para reflectir sobre o uso equilibrado das tecnologias e a importância da leitura e das brincadeiras tradicionais no desenvolvimento infantil.

Promovida pela APER Marketing, a actividade teve como principal objectivo sensibilizar as famílias para a necessidade de moderar o tempo de exposição às telas, incentivando práticas que favoreçam o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças.

Na ocasião, a Directora Executiva da APER e patrona do evento, Jónia Presado, destacou a importância de orientar os pais sobre a utilização consciente da tecnologia durante a infância.

“É importante equilibrar o mundo das telas com o das brincadeiras. Devemos fazer com que os nossos filhos compreendam a relevância das Tecnologias de Informação e Comunicação para o seu desenvolvimento, mas também valorizar as brincadeiras recreativas, actividades lúdicas que contribuem para o crescimento físico-motor e cognitivo das crianças”, afirmou.

Jónia Presado também salientou a leitura como fonte do conhecimento que, assim como a arte, o desporto e as brincadeiras tradicionais são actividades-chave para ocupar as crianças e equilibrar o tempo de uso das telas. Ainda adicionou que, mais importante do que o tempo de uso das telas, é o tipo de conteúdo que as crianças têm acesso que deve ser igualmente controlado pelos pais.

A escritora e professora portuguesa Selma Santos, convidada principal da iniciativa, defendeu a valorização da leitura como ferramenta essencial para a formação das novas gerações e para o fortalecimento das relações humanas.

“Precisamos de valorizar a leitura e compreender a importância de nos afastarmos da dependência das telas e das redes sociais para comunicarmos uns com os outros. Ler é alimentar a imaginação. A escrita é fazer com que essa imaginação se concretize”, disse.

Entre os participantes esteve também o encarregado de educação Miguel dos Santos, que partilhou a sua experiência enquanto pai. “Estou a tentar conduzir os meus filhos a terem uma infância sem dependência dos telemóveis e das telas”, afirmou.

Além da conversa sobre literatura, o programa incluiu sessões de leitura, actividades lúdicas e brincadeiras tradicionais moçambicanas orientadas por Arone Bila, proporcionando às crianças momentos de aprendizagem e interacção através de práticas culturais locais.

O evento contou ainda com a exposição e venda de livros infantojuvenis de autoria de Selma Santos. A iniciativa reuniu cerca de 60 participantes, entre eles: pais, encarregados de educação, artistas e crianças, reforçando a mensagem de que a literatura, a educação e as brincadeiras tradicionais podem desempenhar um papel fundamental na promoção do desenvolvimento da primeira infância e na construção de hábitos saudáveis numa era cada vez mais digital.

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UEM vai outorgar o título de Doutor Honores Causa à Malangatana https://notimz.com/2026/09/21/uem-vai-outorgar-o-titulo-de-doutor-honores-causa-a-malangatana/ https://notimz.com/2026/09/21/uem-vai-outorgar-o-titulo-de-doutor-honores-causa-a-malangatana/#respond Mon, 21 Sep 2026 00:50:21 +0000 https://notimz.com/2026/09/21/uem-vai-outorgar-o-titulo-de-doutor-honores-causa-a-malangatana/

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A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) vai outorgar, no dia 14 de Setembro, a título póstumo, o grau de Doutor Honoris Causa a Malangatana Valente Ngwenya, em Letras, Artes e Cultura.

A distinção constitui um reconhecimento do seu inestimável contributo para as Letras, as Artes e a Cultura, do seu legado artístico, literário e cultural, da sua intervenção cívica e humanista, bem como do seu papel na projecção internacional de Moçambique.

Nascido a 6 de Junho de 1936, na aldeia de Matalana, distrito de Marracuene, província de Maputo, Malangatana foi uma das figuras mais marcantes da cultura moçambicana e africana. Artista multifacetado, construiu uma obra singular que ultrapassou as fronteiras da pintura, estendendo-se ao desenho, à gravura, à poesia, à literatura oral, à música e à intervenção cultural.

A sua produção artística desenvolveu-se num contexto marcado pelas desigualdades do sistema colonial, pelas transformações sociais e pelo despertar dos movimentos nacionalistas africanos. Inspirada nas tradições culturais moçambicanas, na espiritualidade africana, nos imaginários colectivos e nas experiências vividas pelo povo, a sua obra afirmou-se através de uma linguagem estética própria e profundamente enraizada na realidade do país.

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Tlhangano: quando a música devolveu a harmonia e reuniu no mesmo palco dois gigantes da Marrabenta https://notimz.com/2026/09/20/tlhangano-quando-a-musica-devolveu-a-harmonia-e-reuniu-no-mesmo-palco-dois-gigantes-da-marrabenta/ https://notimz.com/2026/09/20/tlhangano-quando-a-musica-devolveu-a-harmonia-e-reuniu-no-mesmo-palco-dois-gigantes-da-marrabenta/#respond Sun, 20 Sep 2026 23:03:01 +0000 https://notimz.com/2026/09/20/tlhangano-quando-a-musica-devolveu-a-harmonia-e-reuniu-no-mesmo-palco-dois-gigantes-da-marrabenta/

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  • Em noite mágica com Centro de Conferências Joaquim Chissano a transbordar
  • Wazimbo e José Mucavele voltam a cantar juntos depois de quatro décadas de costas voltadas
  • Daniel Chapo defende a preservação e maior investimento na cultura moçambicana

Era para ser apenas mais uma noite de música. Mas Maputo tinha outros planos e o Centro de Conferências Joaquim Chissano tornou-se pequeno para a dimensão daquilo que ali acontecia. Não era apenas um concerto. Era um reencontro. Uma espécie de acerto de contas com o tempo. Uma página da história da música moçambicana que, depois de mais de quatro décadas fechada, voltou a ser aberta diante de uma sala cheia. No palco, dois dos nomes maiores da música ligeira moçambicana: Wazimbo e José Mucavele.

Evidências

Durante cerca de 40 anos, os dois estiveram desavindos. Uma zanga, nascida de um desentendimento, separou dois músicos que um dia haviam partilhado palco, música, histórias e uma parte importante da construção da nossa identidade cultural.

Foi preciso tempo. Foram precisas conversas, aproximações e várias missões de negociação para que aquilo que parecia pertencer ao passado pudesse, finalmente, voltar a acontecer. E aconteceu. Os organizadores chamaram-lhe Tlhangano, palavra em changana que significa reencontro.

Quando Wazimbo e Mucavele apareceram juntos, o público percebeu que não estava diante de uma simples actuação. Estava diante de um momento que dificilmente se repetirá da mesma maneira. A música encarregou-se do resto.

Vieram os sucessos. Um após outro. “Mahulwana”, “Valha”, “Balada para as Minhas Filhas”, entre outras canções de um repertório que atravessou gerações e sobreviveu às mudanças de gosto, de época e de país.

Houve momentos em que a sala simplesmente escutou. Noutros, os aplausos interromperam as canções. Depois vieram os corpos. Gente a dançar. Gente a cantar. Gente de pé, como se o aplauso fosse insuficiente para traduzir aquilo que estava a acontecer. Era como se cada canção trouxesse consigo uma fotografia antiga de Moçambique.

O palco recebeu também a Ghorwane, Xixel Langa e Tchakaze, numa sucessão de gerações e linguagens que ajudou a transformar a noite numa espécie de ponte entre diferentes momentos da música moçambicana.

E porque uma boa celebração também precisa de riso, Edu All Talents e Borges Macuácua trataram de lembrar que a cultura não se vive apenas com os pés a dançar e os olhos a contemplar. Também se vive com gargalhadas.

Entre as muitas pessoas que encheram o Centro de Conferências Joaquim Chissano, duas presenças chamaram particularmente a atenção. O Presidente da República, Daniel Chapo, e o antigo Presidente da República, Armando Guebuza, acompanhado pela sua esposa, estiveram entre os espectadores.

A presença de Guebuza, antigo chefe do Estado, e de Chapo, actual Presidente da República, acrescentou uma outra dimensão à noite. Ali estava a política a assistir à cultura. Mas, por algumas horas, a cultura parecia ter conseguido fazer aquilo que a política nem sempre consegue: juntar pessoas, gerações e memórias diferentes em torno de algo que pertence a todos.

As honras da casa estiveram a cargo do presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, numa noite em que a cidade também se apresentou como anfitriã de uma das mais simbólicas celebrações recentes da sua música.

Chapo e o aviso de a que memória também se financia

No fim da música, vieram as palavras. Daniel Chapo aproveitou o momento para defender que a cultura deve ser assumida como uma das bases da identidade nacional e uma responsabilidade do Estado.

“Um povo que não tem cultura não tem identidade”, afirmou o Presidente, defendendo a preservação dos valores culturais e, particularmente, daquilo que chamou de “geração do ouro” da música moçambicana.

Chapo recordou o papel desempenhado por esses artistas no período da proclamação da independência nacional e defendeu que o seu legado não pode ficar entregue apenas à memória dos que viveram aquela época.

A aposta, disse, deve passar também pelas novas gerações. Nesse sentido, apontou a expansão da Escola Nacional de Música para as regiões Centro e Norte e defendeu que, no futuro, cada província possa contar pelo menos com uma escola de música.

Mas foi mais longe. O Presidente falou da necessidade de aproximar educação e cultura e de investir nas chamadas indústrias criativas, para que a cultura deixe de ser vista apenas como espaço de entretenimento e passe também a ser encarada como actividade económica capaz de gerar rendimento para os artistas e para o país.

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