China afirma ter provas de que a Covid-19 nasceu nos Estados Unidos – Times de Todos

Governo chinês afirma ter “provas robustas” que ligam origem do vírus a território americano, intensificando guerra narrativa com os Estados Unidos.
PEQUIM — A queda de braço diplomática sobre a gênese do SARS-CoV-2 ganhou um novo capítulo nesta semana. O governo da China endureceu o discurso e reiterou a tese de que a pandemia pode ter começado nos Estados Unidos. A declaração surge como uma contraofensiva direta às recentes falas da gestão de Donald Trump, que voltou a colocar o Instituto de Virologia de Wuhan sob suspeita de vazamento.
A Tese da “Circulação Antecipada”
Baseando-se em dossiês publicados pela agência estatal Xinhua, as autoridades chinesas alegam possuir evidências de que o vírus já circulava em cidades americanas meses antes dos primeiros registros em Wuhan, no encerramento de 2019. Pequim voltou a pressionar por uma auditoria internacional em solo americano, focando especificamente em Fort Detrick, o laboratório de pesquisa biológica do exército em Maryland.
Para o Ministério das Relações Exteriores da China, Washington utiliza a “teoria do vazamento” como uma manobra de distração política para mascarar deficiências na própria infraestrutura de saúde pública.
Impasse Científico e Geopolítico
A China apoia sua defesa em relatórios prévios da Organização Mundial da Saúde (OMS), que, em missões anteriores, descreveram a hipótese de um acidente laboratorial chinês como “remota”. Por outro lado, a comunidade de inteligência dos EUA permanece dividida: sem provas definitivas, as agências americanas não descartam nem a transmissão zoonótica (animal-humano) nem o erro humano em laboratório.
Seis anos após o início da crise sanitária global, a ausência de um veredito científico absoluto continua sendo combustível para o acirramento das relações entre as duas maiores economias do mundo.



