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“Cabrito que comia onde estava amarrado” foi pegue pelo SERNIC em Nampula – Times de Todos

NAMPULA — O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Nampula apresentou, nesta última semana, um indivíduo de cerca de 35 anos, indiciado pela prática de burlas eletrónicas em caixas automáticas (ATM). O suspeito utilizava a tática da “ajuda prestativa” para conquistar a confiança de clientes bancários, focando-se em vítimas com mais de 40 anos para facilitar a execução dos crimes.

O Modus Operandi: O Golpe da Distração

De acordo com o SERNIC, o esquema era meticuloso: o homem posicionava-se próximo aos ATMs e oferecia auxílio a quem demonstrava dificuldades na operação das máquinas. Durante o processo, ele memorizava o código PIN da vítima, trocava o cartão verdadeiro por um falso e devolvia-o ao cliente, que só percebia a fraude quando o saldo já havia sido drenado.

Em apenas três das contas afetadas, os prejuízos são vultuosos:

  • Primeira vítima: Prejuízo de 410 mil meticais.
  • Segunda vítima: Levantamento indevido de 150 mil meticais.
  • Terceira vítima: Roubo de 120 mil meticais.

O alerta foi dado pelos próprios proprietários após receberem as notificações de débito via SMS, o que permitiu ao SERNIC iniciar a perseguição que culminou na detenção do suspeito.

Provas e Negativas

No momento da captura, foram apreendidos diversos cartões de débito de diferentes instituições bancárias, além de mais de dez cartões de eleitor, que as autoridades acreditam ser utilizados como suporte para abrir contas falsas ou facilitar outros golpes eletrónicos.

Em declarações aos meios de comunicação, o detido negou veementemente as acusações, alegando ser vítima de perseguição policial. Sobre os cartões de eleitor encontrados em sua posse, afirmou que os mesmos estavam “virgens” e que desconhece a origem dos cartões bancários.

O SERNIC, por sua vez, foi enfático ao declarar que a investigação não depende da confissão do réu. “Trabalhamos com provas materiais imputáveis e evidências concretas colhidas no local e nas contas das vítimas”, afirmou a porta-voz da instituição.

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