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Moçambique e Angola entre os países africanos mais afetados pelo crime organizado – Times de Todos

Moçambique e Angola estão entre os países africanos mais vulneráveis ao crime organizado, segundo o mais recente relatório Africa Organized Crime Index 2025, divulgado por entidades internacionais e amplamente noticiado pela Lusa, Notícias ao Minuto, Diário Económico e Jornal de Angola.

O documento, que avalia a presença e o impacto de redes criminosas em 54 países africanos, classifica Moçambique com uma pontuação de 6,63 em criminalidade — um dos níveis mais elevados do continente — e destaca igualmente Angola como um dos Estados mais expostos à atividade de grupos ligados ao tráfico de drogas, exploração ilegal de recursos naturais e corrupção sistémica.

De acordo com a Lusa, ambos os países apresentam “alta criminalidade combinada com baixa resiliência”, um cenário que facilita a operação de redes transnacionais envolvidas em tráfico de heroína, madeira, pedras preciosas, combustíveis, fauna e outros recursos naturais explorados ilegalmente.

O relatório aponta Moçambique como um dos principais corredores do tráfico internacional de drogas, com redes consolidadas no Oceano Índico e influência crescente em vários portos do país. O documento também destaca o agravamento da exploração ilegal de madeira e rubis, para além da expansão de grupos armados no norte do país, que criam um ambiente propício à criminalidade organizada.

No caso de Angola, o Jornal de Angola refere que o país se encontra entre os mais afetados devido ao tráfico de combustíveis, redes de mineração ilegal (particularmente de diamantes) e esquemas de corrupção que fragilizam a capacidade do Estado de combater o crime estruturado.

O Diário Económico sublinha ainda que a falta de mecanismos sólidos de supervisão e a insuficiente coordenação regional têm permitido o fortalecimento de redes criminosas, algumas com ramificações que ultrapassam fronteiras e envolvem países asiáticos, europeus e do Médio Oriente.

O Africa Organized Crime Index 2025 destaca que a criminalidade organizada continua a crescer no continente e alerta para a necessidade urgente de reforço da resiliência institucional, cooperação regional, transparência pública e combate à corrupção para conter a expansão destas redes.

Moçambique, Angola, Nigéria, República Democrática do Congo e África do Sul mantêm-se entre os países do continente com maiores desafios estruturais na luta contra o crime organizado.

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