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Provedor reage à onda de homicídios em Moçambique – Times de Todos

O Provedor de Justiça de Moçambique, Isaque Chande, apelou nesta terça-feira à indignação coletiva diante da onda de homicídios de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), pedindo uma resposta conjunta da sociedade para combater a criminalidade e garantir a paz e segurança social no país.

“A Polícia da República de Moçambique é um instrumento vital para a sobrevivência do nosso Estado. Sem polícia não há Estado, e sem Estado não haverá Moçambique. Por isso, devemos ficar indignados sempre que um agente da polícia é assassinado”, afirmou Chande, durante a apresentação do Informe Anual na Assembleia da República.

Desde junho, pelo menos seis agentes da PRM foram assassinados nos arredores de Maputo, segundo dados confirmados por fontes policiais. O caso mais recente ocorreu a 23 de outubro, quando uma comandante da polícia foi morta a tiros no início da noite. As investigações continuam em curso.

O provedor lamentou o aumento dos crimes violentos, incluindo o assassinato de polícias em circunstâncias pouco claras, e alertou para a gravidade da insegurança que ameaça o equilíbrio social.

“Estamos a assistir a mortes sistemáticas de cidadãos, a violações de mulheres e raparigas, ao desaparecimento de crianças e a casos de rapto. É urgente intensificar o combate ao crime e restaurar a paz social”, sublinhou.

Chande destacou ainda a importância da colaboração entre as comunidades e as forças da ordem, lembrando que a proteção da vida humana e a defesa da autoridade do Estado são responsabilidades que cabem a todos os moçambicanos.

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