Economia

Inflação sobe 4,93% em Setembro e pressiona famílias moçambicanas

O custo de vida em Moçambique voltou a subir em Setembro, com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) a registar um aumento de 4,93%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). É o segundo mês consecutivo de alta, após o acréscimo de 4,79% em Agosto, o que indica uma pressão crescente sobre as famílias.

Os produtos alimentares, bebidas não-alcoólicas e veículos automóveis foram os que mais pesaram na inflação anual. Leia mais sobre a economia moçambicana.

Os dados do INE mostram que todas as cidades analisadas registaram aumentos. Tete liderou com uma variação de 9,74%, seguida de Quelimane (5,77%) e Xai-Xai (5,42%). Já Maputo teve uma subida de 3,85%, ligeiramente abaixo da média nacional. Veja os dados regionais do custo de vida.

As divisões com maior aumento de preços foram Alimentação e bebidas não-alcoólicas (11,85%) e Restaurantes, hotéis, cafés e similares (9,01%). A variação mostra como os sectores ligados ao consumo diário continuam vulneráveis à instabilidade dos preços internacionais.

Nas ruas, o impacto é visível. Muitas donas de casa relatam dificuldades em manter a mesma cesta de compras. O óleo alimentar, arroz e feijão estão entre os produtos que mais subiram. Já o açúcar foi o único item que registou ligeira redução.

Com a aproximação da época chuvosa e da quadra festiva, as famílias temem novos aumentos. “Quem puder deve antecipar as compras de produtos não perecíveis”, aconselham consumidores. Continue a acompanhar a evolução dos preços.

O Banco de Moçambique prevê que a inflação se mantenha abaixo de 10% no médio prazo, apoiada na estabilidade do metical e na descida dos preços internacionais. No entanto, especialistas alertam que a dependência das importações continua a ser um dos principais factores de risco para o poder de compra das famílias moçambicanas.

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