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Cabo Delgado: pelo menos 16 professores mortos por terroristas em 8 anos

Nos últimos oito anos, pelo menos 16 professores foram mortos em ataques de grupos terroristas na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, informou a Organização Nacional de Professores (ONP).

Segundo a ONP, várias dezenas de educadores tiveram de abandonar suas residências e postos de trabalho devido à violência persistente. Muitos são obrigados a regressar às escolas, mesmo em áreas onde a segurança continua fraca. Saiba mais sobre segurança e comunidade em Moçambique.

Os docentes acusam o governo de não oferecer apoio suficiente às famílias que se refugiam em outros distritos. A situação é especialmente crítica em Mocímboa da Praia, Muidumbe, Macomia e, mais recentemente, Palma, onde os professores vivem com medo constante de novos ataques. Leia mais sobre os desafios da educação em zonas de conflito.

Relatórios das Nações Unidas indicam que todos os 17 distritos de Cabo Delgado já foram afectados pelo conflito, forçando o deslocamento de cerca de 1,3 milhões de pessoas desde 2017, muitas delas repetidamente. A violência tem aumentado e ameaça regiões vizinhas, como Nampula, segundo alerta da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Nos últimos 15 dias, cerca de 40 mil pessoas tiveram de fugir de suas casas devido a ataques jihadistas. Esta crise humanitária continua a impactar o sistema educativo, dificultando a aprendizagem e o trabalho dos professores na região.

A comunidade educativa e organizações locais apelam a uma intervenção urgente para proteger professores e alunos, garantindo que a educação não seja interrompida por esta onda de violência.

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