Politica

“Diálogo Inclusivo de Daniel Chapo Exclui o Principal Opositor Político” – Times de Todos

O economista Roberto Tibana escreveu na sua página oficial do Facebook uma publicação na qual critica duramente o atual processo de diálogo político em Moçambique, considerando que o modelo adotado pelo Governo é excludente e não representa um verdadeiro consenso nacional.

Na publicação, Tibana afirma que o Presidente da República, Daniel Chapo, e a sua equipa governativa têm contribuído para aumentar as divisões entre os moçambicanos. Segundo o economista, o chamado diálogo político, apresentado pelo Governo como “inclusivo”, exclui o principal opositor político e uma parte significativa da sociedade que se identifica com ele.

Ainda de acordo com Roberto Tibana, os participantes que aceitaram integrar o processo acreditavam que conseguiriam defender as suas posições, mas acabaram, na sua opinião, por perder autonomia durante as negociações.

O economista refere ainda que, durante uma conferência organizada pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento, com o apoio de parceiros internacionais e organizações da sociedade civil, foi apresentada uma proposta denominada “Declaração de Maputo”, que, segundo ele, procurava refletir o posicionamento dos participantes.

Contudo, Tibana destaca que Pedro Couto, antigo ministro de Estado, contestou publicamente o documento, afirmando que a declaração não podia ser considerada um consenso da conferência. Segundo o economista, Pedro Couto argumentou que o texto não foi previamente distribuído aos participantes para análise e que vários dos seus conteúdos não tinham sido debatidos durante o encontro.

Na mesma publicação, Roberto Tibana dirigiu-se também aos parceiros internacionais e doadores que apoiam iniciativas em Moçambique, apelando para que tenham prudência na forma como participam nos processos políticos nacionais.

Segundo o economista, os governos são transitórios, mas os povos permanecem, defendendo que os parceiros externos devem evitar apoiar iniciativas que, na sua opinião, não promovam a união entre os moçambicanos.

Tibana conclui afirmando que os próprios moçambicanos serão responsáveis por encontrar soluções para os desafios de governação do país, sustentando que o futuro de Moçambique dependerá das decisões tomadas pelos seus cidadãos.

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