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Albino Forquilha admite coligação com Venâncio Mondlane e outros partidos nas eleições de 2028 e 2029 – Times de Todos

O presidente do Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), Albino Forquilha, afirmou que o partido está aberto à possibilidade de formar coligações com qualquer candidato ou força política nas próximas eleições autárquicas de 2028 e gerais de 2029, desde que essa decisão seja aprovada pelos órgãos internos da formação política.

Em entrevista, Forquilha disse que ainda não sabe se será candidato à Presidência da República nas eleições gerais de 2029, explicando que essa decisão dependerá da deliberação do partido, embora reconheça que a possibilidade já lhe tenha sido colocada por várias pessoas.

Actualmente, o PODEMOS é a segunda força política mais votada nas últimas eleições gerais, resultado alcançado após a coligação estabelecida com Venâncio Mondlane. No entanto, a parceria terminou devido a alegados incumprimentos dos termos de referência acordados entre as duas partes.

Desde então, o partido tem sido alvo de acusações de ter traído Venâncio Mondlane e de alegadas irregularidades relacionadas com fundos da Solidariedade Cívica de Moçambique (SCM), questões que foram objecto de processos judiciais.

Enquanto isso, o PODEMOS passou a ocupar uma posição de destaque na Assembleia da República, beneficiando da representação parlamentar conquistada nas eleições, e Albino Forquilha assumiu o estatuto de líder da oposição política. Paralelamente, Venâncio Mondlane tem prosseguido com a consolidação do movimento ANAMOLA, tendo em vista os próximos ciclos eleitorais.

Nos círculos políticos e da opinião pública, surgem análises que apontam para uma possível perda de influência do PODEMOS e do seu líder nas próximas eleições autárquicas e gerais, devido às críticas relacionadas com o rompimento da coligação de 2024.

Apesar disso, Forquilha considera que o PODEMOS possui capacidade para continuar o seu percurso político de forma autónoma.

“O meu partido é que vai decidir. Se, quando chegar o momento de reflectirmos sobre as candidaturas, o partido entender que devo concorrer à Presidência da República, serei candidato. Caso decida apoiar outro nome, farei isso”, afirmou.

Sobre eventuais alianças políticas, o líder do PODEMOS defendeu uma análise cuidadosa, argumentando que os partidos ajustam frequentemente as suas estratégias e orientações em cada ciclo eleitoral.

Segundo explicou, o actual processo de Diálogo Nacional Inclusivo poderá influenciar significativamente o futuro do sistema político e eleitoral do país, razão pela qual qualquer decisão sobre coligações será tomada apenas no momento oportuno e mediante deliberação partidária.

Questionado sobre uma eventual reaproximação com Venâncio Mondlane, Albino Forquilha afirmou que não considera existir qualquer questão que exija reconciliação.

Segundo o dirigente, ambos uniram-se anteriormente para um objectivo político comum e, caso no futuro o partido considere necessária uma nova coligação, incluindo com Venâncio Mondlane, essa possibilidade poderá ser analisada.

Forquilha abordou ainda as perspectivas para as eleições autárquicas de 2028, afirmando que o processo poderá tornar-se mais abrangente caso avance a proposta de expansão das autarquias para todos os distritos do país.

O presidente do PODEMOS recordou que participou na Comissão de Reflexão sobre o Modelo de Descentralização (CREMOD) e revelou existir a possibilidade de os 154 distritos de Moçambique passarem a ser autarquias nas próximas eleições.

Caso essa proposta seja implementada, o partido pretende preparar-se para apresentar candidaturas em todos os distritos, reforçando a sua presença a nível nacional.

Actualmente, Moçambique conta com 65 municípios e 154 distritos, cenário que levanta dúvidas sobre a capacidade financeira do Estado para organizar um processo eleitoral dessa dimensão, bem como sobre a capacidade dos partidos políticos para mobilizarem fiscais suficientes para acompanhar todas as mesas de votação.

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