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Tempestade Gezani ameaça costa sul e centro; voos já foram cancelados – Times de Todos

O INGD ativou planos de emergência para as províncias de Sofala, Inhambane e Gaza devido ao risco elevado de cheias. A companhia de bandeira LAM suspendeu operações em distritos costeiros por razões de segurança.

​A costa moçambicana prepara-se para o impacto da Tempestade Tropical GEZANI, previsto para ocorrer entre os dias 13 e 14 de fevereiro de 2026. O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), através do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), emitiu um aviso especial colocando as províncias de Sofala, Inhambane e Gaza em situação de prontidão imediata.

​Risco Crítico de Inundações

​De acordo com as projeções do INAM e da Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, o cenário é de risco alto para inundações e cheias nas bacias costeiras de:

  • Inhanombe, Mutamba, Save e Limpopo.
  • ​As bacias de Incomati e Umbeluzi apresentam, de momento, um risco moderado.

​Face à gravidade, o Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres ativou as Ações Antecipadas para Ciclones, com foco prioritário na província de Sofala e em toda a região sul do país.

​Setor Aéreo Paralisado

​A segurança operacional já afeta a mobilidade nacional. A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou, em comunicado emitido a 12 de fevereiro, o cancelamento imediato de voos devido às condições meteorológicas adversas. As rotas afetadas incluem:

  • TM1822: Maputo / Vilanculo / Xai-Xai / Maputo.
  • TM120/121: Maputo / Inhambane / Maputo.

​A companhia informou que os passageiros afetados podem optar pela remarcação sem penalizações ou solicitar o reembolso total.

​Recomendações de Segurança à População

​As autoridades apelam à adoção rigorosa de medidas preventivas, tais como:

  1. Proteção Habitacional: Reforçar a cobertura de casas, portas e janelas com materiais resistentes.
  2. Kit de Emergência: Preparar mantimentos básicos (comida, água, medicamentos) e proteger documentos de identificação em locais seguros.
  3. Segurança Marítima: Retirar pequenas embarcações da água para zonas protegidas.
  4. Evacuação: Seguir as orientações das autoridades locais para centros de acomodação, com especial atenção a crianças, idosos e grávidas.
  5. Zonas de Risco: Intensificar a vigilância e evitar a travessia de rios ou áreas já inundadas.

​O CENOE reitera a importância de acompanhar as atualizações constantes através das rádios comunitárias e órgãos de comunicação social para evitar a perda de vidas humanas.

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