Pastor Tira Esposa do Hospital para “Cura Tradicional” e Mulher Acaba por Morrer – Times de Todos

Um caso que envolve fé, desespero e alegadas decisões controversas está a gerar revolta entre familiares e membros de uma comunidade religiosa. O pastor Kuimba Afonso, também conhecido por “Alfa”, é acusado por familiares de ter contribuído para a morte da própria esposa depois de a retirar do hospital e procurar tratamentos espirituais na província de Malanje.
A vítima, Filomena Meio Dia Sabinza Afonso, de 48 anos e natural de Luanda, estava internada no serviço de nefrologia e hemodiálise do Hospital Geral de Luanda, onde recebia acompanhamento médico devido ao seu estado de saúde considerado delicado.
Segundo relatos da família, no dia 14 de fevereiro o pastor decidiu levá-la para casa, afirmando que pretendia realizar orações para a recuperação da esposa.
Posteriormente, no dia 7 de março, o religioso terá transportado a mulher para o município de Luquembo, onde procurou um tratamento espiritual junto de um praticante de quimbanda, prática tradicional associada a rituais de cura.
Familiares afirmam que a decisão foi tomada sem consultar o restante da família, mesmo sabendo que o estado de saúde da paciente era bastante frágil.
A situação terminou de forma trágica no dia 8 de março. De acordo com os relatos, Filomena acabou por morrer durante o trajecto, enquanto era transportada numa motorizada, já muito debilitada e necessitando de cuidados médicos urgentes.
Ainda segundo familiares, no dia 5 de março alguns parentes teriam aconselhado o pastor a regressar com a esposa ao hospital para continuar o tratamento clínico, mas o pedido não foi aceite.
O caso está agora a provocar debate entre familiares, fiéis e membros da comunidade local, levantando questionamentos sobre decisões tomadas em situações de doença grave e sobre o recurso a tratamentos espirituais ou tradicionais em detrimento do acompanhamento médico.
Nota: As informações baseiam-se em relatos de familiares e fontes locais. As circunstâncias do caso poderão ainda ser esclarecidas pelas autoridades competentes.




