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Marinha de Guerra reforça patrulhamento na costa de Macomia e Mocímboa da Praia – Times de Todos

A Marinha de Guerra de Moçambique tem intensificado operações de vigilância marítima ao longo da costa da província de Cabo Delgado, com patrulhas que abrangem zonas costeiras e ilhas situadas entre o norte de Macomia e o sul de Mocímboa da Praia.

As embarcações militares têm partido principalmente de bases localizadas na Ilha do Ibo e na cidade de Pemba. No último fim de semana, fontes locais em Macomia-sede e Mucojo relataram a presença de navios militares próximos da aldeia Pequeue, no posto administrativo de Quiterajo, assim como em áreas próximas de Lucheti, na região sul de Mocímboa da Praia.

A intensificação das patrulhas ocorre numa altura em que insurgentes têm aumentado as suas actividades na região costeira. Segundo relatos locais, estes grupos estariam a utilizar embarcações de pescadores para deslocações entre ilhas e aldeias costeiras, evitando as rotas terrestres que são mais vigiadas pelas Forças de Defesa e Segurança de Moçambique e pelas tropas do Ruanda destacadas na província.

Moradores da região indicam que, entre sexta-feira e sábado da semana passada, fuzileiros navais efetuaram vários disparos contra barcos de pescadores que se encontravam em actividade ao largo de Pequeue. Apesar do incidente, não foram registadas vítimas civis.

Mais a norte, na zona de Kalugo, em Mocímboa da Praia, pescadores que se encontravam no mar terão abandonado as suas embarcações e fugido para áreas de mangal após avistarem navios militares no domingo passado. De acordo com uma fonte local, alguns barcos foram posteriormente encontrados danificados por disparos, embora não tenha havido mortes.

Recentemente, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, nomeou um novo comandante da Marinha de Guerra e orientou o reforço das operações contra o terrorismo em Cabo Delgado, fenómeno que tem vindo a expandir-se também para o espaço marítimo da província.

No ano passado, forças navais foram igualmente acusadas de ter atacado pescadores que se encontravam a trabalhar nas águas costeiras de Macomia, Mocímboa da Praia e ilhas próximas, alegações que geraram controvérsia na região. (MT)

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